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Fumante passivo também corre risco de doenças derivadas do cigarro

29 ago 2017 às 17:02

Grave problema de saúde pública, o tabagismo é fator causal de quase 50 doenças que incapacitam e matam os fumantes. Quanto maior o tempo de exposição ao tabaco, maiores as chances do desenvolvimento das doenças relacionadas e maior risco de morte em consequência desses agravos. O Grupo de Trabalho de Doenças Respiratórias da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), orienta a população sobre as doenças, incidência e necessidade de políticas públicas para prevenção e combate do tabagismo, terceira causa de morte no mundo.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente dois bilhões de pessoas são vítimas do fumo passivo no mundo, sendo que destas, 700 milhões são crianças, que sofrem com maior incidência de bronquites, pneumonia, infecções de ouvido, dentre outras doenças. No Brasil, as crianças são 40% das vítimas do fumo passivo. Essa população tem um risco 30% maior de ter câncer de pulmão do que alguém não exposto e 24% maior de ter infarto agudo do miocárdio. Em bebês, o risco de morte súbita é cinco vezes maior, além de um maior risco de doenças pulmonares até um ano de idade.


"O tabagismo passivo também pode causar morte, assim como fumante ativos, sendo considerada a terceira causa de morte evitável no mundo e o maior responsável pela poluição em ambientes fechados. Não existe sistema de ventilação para ambientes fechados que seja eficiente para eliminar a exposição às substâncias tóxicas da fumaça ambiental do tabaco nem os riscos. Embora os fumantes passivos inalem uma concentração menor de fumaça do que os tabagistas, eles estão sujeitos às mesmas doenças que os fumantes", explica Jonatas Leônio, médico de família e comunidade, membro do GT.


Os problemas de saúde a que o fumante passivo está exposto são inúmeros: câncer de pulmão ou da face, doença cardiovascular, infarto, AVC (acidente vascular cerebral) e enfisema pulmonar, dentre outros. O ar poluído pelo cigarro contém, em média, três vezes mais nicotina, três vezes mais monóxido de carbono e até 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que entra pela boca do fumante depois de passar pelo filtro do cigarro.

Em um ambiente poluído por fumaça de cigarro, os não-fumantes podem respirar o equivalente a 10 cigarros no decorrer de um dia. De imediato, os fumantes passivos podem apresentar irritação nos olhos, tosse. Mesmo as pessoas que não fumam correm sérios riscos. Quando submetidas ao tabagismo passivo em ambientes fechados, têm um risco 30% maior de desenvolverem câncer de pulmão, 25% maior de desenvolverem doenças cardiovasculares além de asma, pneumonia, sinusite, dentre outras.

Doenças

Está comprovado que o tabagismo é responsável por 25% das mortes por angina e infarto do miocárdio, 90% dos casos de câncer no pulmão, 25% das doenças vasculares (entre elas, derrame cerebral) e 30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer (de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero, leucemia) e 90% dos casos de câncer de pulmão ocorrem em fumantes. Além de hipertensão, aneurismas arteriais, úlcera do aparelho digestivo, infecções respiratórias, trombose vascular, osteoporose, catarata, impotência sexual no homem, infertilidade na mulher, menopausa precoce, complicações na gravidez, entre outras. Além disso, o tabagismo é um fator de piora para os portadores de asma brônquica, tuberculose pulmonar e outras infecções respiratórias.


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