Um homem de 55 anos morreu vítima de uma parada cardiorrespiratória no interior de uma agência bancária localizada na altura do número 577 da avenida Higienópolis, área central de Londrina, durante a manhã desta segunda-feira (9). De acordo com informações confirmadas pela Secretaria Municipal de Saúde, Geraldo Lopes da Silva veio a óbito após esperar 31 minutos pelo atendimento do Samu.
O socorro foi acionado às 10h06, mas só chegou ao banco às 10h37. "Entre sexta-feira e domingo, cinco das oito ambulâncias do Samu foram enviadas para manutenção. Na manhã de hoje, o serviço operava com apenas três viaturas, que estavam todas ocupadas no momento da ocorrência", explicou o secretário interino de Saúde, Baltazar Gôngora, em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira.
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De acordo com o gerente do Samu em Londrina, Cleiton José Santana, o serviço de regulação recebeu a informação, às 10h06, de que o homem estava passando mal, mas continuava consciente. "No entanto, o paciente piorou e as pessoas que estavam no banco acionaram o Siate, que foi até o local e forneceu os primeiros atendimentos a ele", contou. Segundo ele, a parada cardíaca teria sido causada por um infarto.
A ambulância avançada do Samu, necessária para a referida ocorrência, estava no conjunto União da Vitória (zona sul) atendendo uma grávida de gêmeos. Conforme Santana, o veículo precisou deixar a mulher na Maternidade Municipal antes de seguir para a agência bancária. "Quando o Samu chegou ao local, realizou todas as manobras necessárias (para tentar salvar a vida do homem), que estão previstas no protocolo de atendimento às vítimas de parada cardiorrespiratória. O paciente foi entubado e recebeu massagens cardíacas e dez ampolas de adrenalina (na veia), mas, infelizmente, não sobreviveu", garantiu o gerente.
Cleiton Santana não soube responder quando foi questionado se o Samu poderia ter salvo a vida do homem caso tivesse chegado ao banco em menos tempo. "Vários fatores podem ter influenciado nesse caso, como o tipo de infarto, a área cardíaca lesionada... É uma resposta que nem o médico que atendeu o homem tem", afirmou. O gerente do serviço disse, entretanto, que o Samu costuma atender vítimas classificadas como risco alto - caso de Silva - em, no máximo, dez minutos. "No entanto, temos que analisar as condições das viaturas, a distância percorrida e outros fatores que, nesse caso, influenciaram no atendimento", destacou.
A Secretaria de Saúde deve abrir um estudo de caso para analisar o atendimento prestado a Geraldo Lopes da Silva. O levantamento deve ficar pronto dentro de 15 dias.
Ambulâncias quebradas
Sobre as ambulâncias quebradas, o gerente do Samu adiantou que duas das cinco viaturas voltaram a operar em Londrina entre o final da manhã, minutos após a morte de Silva, e o início da tarde de hoje. Ele lembrou que os veículos são antigos, trafegam mais de 400 quilômetros por dia na cidade e, por isso, necessitam de frequentes manutenções. "A gente conta com uma frota completa atualmente, mas sempre temos problemas mecânicos e as baixas ocorrem", observou.
A prefeitura adquiriu três novas ambulâncias para o Samu no início deste ano. Os veículos devem passar por vistoria, seguro e aprovação do Ministério da Saúde no decorrer dos próximos meses. A previsão é de que as viaturas passem a ser utilizadas pelo serviço só em junho. O investimento para a compra das ambulâncias gira em torno dos R$ 250 mil. O município também espera pelo envio de outras quatro viaturas por parte da Secretaria Estadual de Saúde.