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HZS continua superlotado; atendimento seguirá restrito até terça-feira

14 fev 2014 às 18:09

O atendimento no Hospital da Zona Sul (HZS) de Londrina vai continuar restrito até a próxima terça-feira (18). A unidade continua superlotada, com 17 pessoas em tratamento a mais do que a capacidade máxima, que é de 130 pacientes. O diretor do HZS, Weber de Arruda Leite, informou que a instituição só vai atender casos de urgência e emergência neste final de semana. "Vamos dar prioridade aos trazidos pelo Siate e pelo Samu. Os que procurarem o hospital por conta própria vão passar por triagem e serão encaminhados para outras unidades", destacou em entrevista à rádio CBN Londrina.

Ele contou, ainda, que o hospital conseguiu transferir cerca de 20 pacientes para outros hospitais entre quarta (12) e quinta-feira (13). "Deu uma aliviada, mas não é suficiente", admitiu.


Muitas pessoas continuam internadas em macas, amontoadas pelos corredores da unidade. Os casos cirúrgicos estão sendo remanejados para o Hospital da Zona Norte (HZN). Leite adiantou que a restrição pode ser estendida na próxima semana. "Se for necessário...", limitou-se a dizer.


Reflexo da superbactéria


A superbactéria Nova Delhi (NDM1) fez os hospitais secundários de Londrina entrarem em colapso. O 'efeito dominó' teve início na última sexta-feira (7), quando foi divulgada a informação de que um paciente do HZN teria morrido no último dia dois contaminado com o microrganismo. Três pacientes que tiveram contato com ele foram isolados. Três dias depois, um deles também morreu.


O hospital se viu obrigado a restringir o atendimento. A unidade fechou as portas na segunda-feira (10). O fechamento do pronto-socorro do HZN impactou diretamente no funcionamento do Hospital da Zona Sul. A unidade da região norte só voltou a atender no final da tarde de quarta-feira (12). O estrago, no entanto, já havia sido registrado no HZS. "O episódio mostra que a cidade não tem condições de lidar com imprevistos", alertou Weber de Arruda Leite.


O Hospital Universitário (HU) também monitora a suspeita de presença de NDM1 em seis pacientes. Três deles já receberam alta. Os outros três seguem internados em uma ala isolada da instituição.

A confirmação de contaminação dos pacientes do HZN e do HU depende do resultado de exames do Laboratório Central (Lacen) do Paraná. Até agora, a presença do microrganismo só foi confirmada nos dois pacientes mortos do Hospital da Zona Norte.


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