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Infecções de ouvido atingem mais adultos no verão

11 jan 2008 às 16:12

Verão é sinônimo de sol, mar e piscina. Com isso, alguns cuidados com a saúde devem ser redobrados. A água do mar e de rio, muitas vezes contaminada, pode trazer fungos e bactérias causadores de otites - infecções e inflamações do ouvido. "Geralmente as águas que não são tratadas oferecem mais risco de uma otite, por isso, é menos comum ter origem nas piscinas", explica o médico otorrinolaringologista do Hospital Iguaçu, Dr. Maurício Kulka.

A otite leva em média de três a dez dias para se manifestar. O ambiente úmido, escuro e quente favorece a proliferação de fungos levando à infecção. Dor, coceira, secreção, tontura, zumbido e diminuição da audição são os principais sintomas que podem indicar uma inflamação ou infecção do ouvido.


O tipo de maior incidência nessa época do ano é a externa, que atinge o canal do ouvido, mas que não chega a agredir o órgão. O problema é mais freqüente em adultos. "O canal de audição da criança é reto o que facilita a saída da água, já o do adulto é mais inclinado. Além disso, o adulto acaba abusando mais dos mergulhos e após sair da água, costuma não ter os mesmos cuidados que têm as mães, que procuram enxugar bem o ouvido dos filhos", observa. Nas crianças, conta Dr. Kulka, a otite mais comum é a interna, que incide mais no inverno, em decorrência a gripes e resfriados, e agride mais o ouvido.


Para prevenir essas infecções, deve-se evitar longos períodos na água e, para secar melhor os ouvidos, basta inclinar a cabeça e usar uma toalha macia. O uso de cotonetes deve ser descartado, ou ser usado apenas na parte externa da orelha. A haste do cotonete pode machucar o ouvido, tirar a cera protetora e até mesmo perfurar o tímpano.

Para quem já tem uma imunidade mais baixa ou tenha problemas freqüentes de infecção auditiva, pode tomar outras medidas preventivas, como usar tampão de silicone ou, na dúvida, procurar um otorrinolaringologista.


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