24/09/20
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Saúde da mulher

Londrina inicia implantação de DIU medicamentoso

Reprodução/Ministério da Saúde
Reprodução/Ministério da Saúde


Muitas brasileiras sofrem com doenças uterinas, dores crônicas e sangramentos intensos. Pensando em melhorar a qualidade de vida dessas mulheres e evitar que as mesmas precisem passar por um procedimento cirúrgico, a Prefeitura de Londrina, por meio da SMS (Secretaria Municipal de Saúde), deu início à implantação do DIU (Dispositivo Intra-Uterino) medicamentoso.


A primeira paciente a receber o DIU hormonal gratuitamente pela rede municipal de saúde de Londrina foi Sirlei Narciso, de 43 anos. Ela, que é mãe de sete filhos, conta que durante anos sofreu com as cólicas uterinas e sangramentos em excesso, que aumentaram com o nascimento de sua última filha, há 3 anos. O tratamento que ela vinha utilizando era através de injeções realizadas a cada três, aguardando por uma cirurgia.

Emerson Dias/N.Com
Emerson Dias/N.Com


A partir de hoje, esse tratamento não mais necessário, pois o DIU medicamentoso - inserido como terapêutica complementar ao novo protocolo de tratamento - a ajudará a controlar esses sintomas e a tratar a doença.

"Depois que tive minha última filha, tive muito sangramento, tipo hemorragia. Tenho que usar injeção de três em três meses e mesmo assim ainda tenho sangramento. Sabia que eu precisava fazer uma cirurgia, mas vim no médico e ele falou do DIU e, pra mim, vai ser bem melhor do que fazer cirurgia”, disse a primeira paciente a testar a nova terapêutica na rede pública.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, são poucas cidades no Paraná e no Brasil que adotaram, na rede pública municipal, esse método de tratamento para as doenças uterinas, evitando as cirurgias ginecológicas.

"No Paraná, Londrina é a primeira cidade que fez todo o protocolo acompanhado de uma linha inteira de cuidados na saúde da mulher. Nosso objetivo é dar mais segurança, mais qualidade de vida às mulheres que têm sangramentos intensos, evitando que seja necessária a cirurgia ginecológica, que é um método muito mais invasivo e que traz riscos. Por isso, implantamos esse protocolo inovador”, explicou Machado.

Eduardo Cristofolli Silva, gerente de serviço complementar em saúde e médico obstetra da Prefeitura de Londrina, explica que a implantação do DIU medicamentoso traz vários benefícios.

"Os estudos têm mostrado que 90% das pacientes, que teriam uma indicação cirúrgica e que foram colocados esses dispositivos, não precisam mais optar pela. Isso aumenta a satisfação de paciente, não ocupa um leito hospitalar, principalmente durante esse período de pandemia, porque você consegue tratá-la clinicamente e não expondo-a aos riscos da própria cirurgia como infecção, hemorragia e outras complicações", aponta.
Redação Bonde com N.Com
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