Farid Fata, de 50 anos, foi condenado a 45 anos de prisão por indicar o tratamento de quimioterapia a pelo menos 553 pessoas que não precisavam ser submetidas ao tratamento e que, muitas vezes, nem tinham câncer.
O médico admitiu ter recebido US$17,6 milhões de seguradores de saúde por receitar trabalhos desnecessários.
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Farid teria receitado doses de medicamentos agressivos contra o câncer quatro vezes maior do que a dose recomendada. Dentre as ilegalidades, em uma ocasião, por exemplo, um paciente passou pela quimioterapia por cinco anos, quando o ideal seria apenas seis meses.
O juiz Paul Borman, de Detroit, onde o julgamento ocorreu considerou a ação do médico como uma "horrenda trapaça" com os pacientes, submetidos a tratamentos desnecessários que geraram danos as suas saúdes.
Durante o julgamento, o médico mostrou-se arrependido, em momento de choro antes da sentença. "Eu fiz mau uso dos meus talentos, sim, e permiti que esse pecado entrasse em mim por causa de poder e ganância", disse.