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Menina que nasceu sem testa reconstrói rosto com cirurgia

08 out 2015 às 15:43

A pequena Grace Kabelenga, de apenas sete anos, teve de passar por cirurgia para corrigir uma deformação no rosto. A menina nasceu sem testa, e uma impressão 3D foi utilizada para que os médicos conseguissem salvar a vida dela. As informações são do site BTV.

Ela nasceu em Ndola, na Zambia, e ainda não pôde ir à escola, e somente depois de muito tempo de recuperação é que os médicos poderão liberá-la para brincar com outras crianças, já que seu organismo é extremamente sensível a qualquer tipo de infecção.


Qualquer queda ou impacto mais forte poderia mata-la, já que seu cérebro estava completamente desprotegido.


Reprodução/BTV


A menina passou pela cirurgia, na qual os médicos implantaram uma parte da testa em 3D, para incentivar o desenvolvimento dos ossos na região da cabeça. A mãe, Ngula, e o pai Elijah, descobriram que a menina nasceria com a deformação durante a gravidez e ficaram desesperados.


— Quando ela nasceu, nós não conseguimos nem vê-la direito e já a levaram para tratamento intensivo. Ficamos com muito medo, porque os médicos diziam que o caso estava acima do que eles poderiam fazer.


Os médicos explicaram que a cabeça da menina sofre de uma deformação conhecida como encefalocele, que separava os dois lados da cabeça. Segundo os especialistas, havia um buraco de 13 centímetros entre o cérebro e a boca de Ndola.


Aos três anos de idade, a menina e os pais viajaram à Argentina para uma primeira cirurgia. Depois de meses de tratamento nutricional, para que ela ganhasse tamanho e peso, Ndola passou por uma operação de 21h para colocar o cérebro no lugar certo e começar a reconstrução facial, explica Kenneth Salyer, fundador da Fundação Mundial Craniofacial.


— A cirurgia foi emergencial, porque ela não conseguiria sobreviver daquele jeito.


Depois dessa operação, a menina passou a usar um capacete, para sustentar a cabeça. Os pais precisavam tomar cuidado extremo, para que nada atingisse a menina e prejudicasse o desenvolvimento do tratamento.


Em maio deste ano Ndola e a mãe viajaram à África do Sul para outra reconstrução facial. O implante servirá com um "guia" para que os ossos se desenvolvam no lugar certo, explica Salyer.

A mãe, Ngula, conta que fica extremamente feliz em ver a mudança na filha.
— Hoje eu a vejo sorrir. Isso é muito importante para uma mãe.
(com informações do site R7)


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