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MP-PR aponta 432 mortes por falta de atendimento

26 out 2007 às 10:31

A Promotoria de Justiça de Ponta Grossa concluiu uma auditoria para apurar o número de mortes ocorridas nos últimos anos no Sistema de Urgência e Emergência gerenciado pelo Governo do Estado e a Secretaria Estadual da Saúde. Os números dão conta apenas do Pronto Socorro Municipal de Ponta Grossa, administrado pela Prefeitura, que recebe a maioria das internações de usuários do SUS da região dos Campos Gerais. Entre agosto de 2003 e setembro deste ano, a Promotoria contou 432 óbitos de pessoas que precisaram de internação de emergência naquela unidade de saúde. Só por falta de um leito de UTI foram 234 mortes.

De acordo com informações do MP-PR, o relatório constatou ainda que os pacientes que vieram a falecer esperaram em média 52 horas entre a solicitação de uma vaga no Sistema de Urgência e Emergência e a morte.

A partir da auditoria, o MP-PR de Ponta Grossa informa que vai solicitar intervenção no Estado junto ao Ministério da Saúde e à Procuradoria-Geral da República. Além disso, o relatório será encaminhado às Comissões de Direitos Humanos do Congresso Nacional e a todos os desembargadores do Tribunal de Justiça do Paraná.


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