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Recuperação mais rápida

Nova técnica de redução de estômago é menos invasiva e tem recuperação mais rápida

Redação
29 nov 2017 às 17:24

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Ricardo Chicarelli/Grupo Folha
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A obesidade atinge parcela cada vez mais significativa da população brasileira, sendo fator causal de diversas doenças cardiovasculares e metabólicas, entre outras, que reduzem a expectativa e a qualidade de vida. Neste contexto é de suma importância explorar todas as opções de tratamento da obesidade, desde dieta e atividade física, até intervenções cirúrgicas.

Especificamente nesta última categoria, as cirurgias bariátricas ganharam bastante destaque nas últimas décadas, com excelentes resultados. Porém, há ainda pessoas que não desejam se submeter a um procedimento invasivo e buscam uma alternativa intermediária, com efeitos mais duradouros que os do balão intragástrico. Estes pacientes serão beneficiados pela nova técnica endoscópica de redução do estômago.


Segundo o médico especialista em endoscopia, Leonardo Oba, da Gastroclínica, de Londrina, esta técnica inovadora consiste em reduzir o tamanho do estômago no sentido longitudinal (vertical), de modo semelhante à Sleeve laparoscópica. O material de sutura é acoplado a um tipo específico de endoscópio e a sutura endoscópica é realizada internamente na câmara gástrica.


"O procedimento é realizado totalmente por via endoscópica, ou seja, sem cortes externos no abdômen. A recuperação é mais rápida e o retorno às atividades normais pode ocorrer em poucos dias", aponta, lembrando que a indicação para realização da gastroplastia endoscópica é Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30 e uma comorbidade (doença causada ou agravada pela obesidade), como diabetes, hipertensão, apneia do sono, artroses entre outros.


Os resultados da experiência internacional são bastante promissores, demonstrando perda ponderal estabilizada na faixa de 20% do peso corporal ou 60% do peso em excesso em 12-24 meses, contra 30% e 40-90% da cirurgia equivalente, respectivamente. A perda ponderal é inferior à da cirurgia, porém com menos riscos, complicações e tempo de hospitalização.


"É importante ressaltar que o acompanhamento por psicólogo e nutricionista e a adesão a mudanças do hábito alimentar e atividade física são essenciais para atingir e manter um bom resultado, e que a quantidade de peso perdido varia de pessoa para pessoa", concluiu o médico.

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