As obras de um bloco da Santa Casa de Londrina, que começou a ser construído em 1993 e sofreu várias paralisações, serão retomadas. A previsão é que o trabalho seja concluído em 12 meses. O novo prédio vem sendo aguardado por toda a população e pelos profissionais da área, visto que o município possui uma demanda reprimida no que se refere à oferta de leitos hospitalares.
"É um grande benefício social para Londrina e região, com mais e melhores condições de atendimento aos pacientes. Essa obra ajudará a desafogar toda a rede hospitalar de alta complexidade no Norte do Paraná. Esperamos poder atender sempre melhor essa cidade", afirma o superintendente da Irmandade da Santa Casa de Londrina (Iscal), Fahd Haddad. Detalhes sobre a construção serão dadas hoje.
Atualmente Londrina possui uma relação de 2,2 leitos para cada mil habitantes, número que fica abaixo da média nacional, que é de 2,6 leitos por mil habitantes. É também abaixo do que preconiza a Organização Mundial de Saúde, que estabelece um patamar mínimo de três leitos para cada mil habitantes. Segundo essa análise, a cidade possui uma carência de pelo menos 400 leitos.
A obra irá dobrar a quantidade de leitos disponíveis no hospital, que passará de 191 para 391 unidades, além de ampliar o centro cirúrgico, que aumentará de sete para 16 salas. O novo bloco será constituído por 12 pavimentos, incluindo os dois andares do subsolo e o piso térreo, onde será o pronto atendimento e o auditório. Quatro andares serão destinados exclusivamente para a internação.
A construção civil será conduzida pelo Grupo Thá (de Curitiba), que venceu a licitação. Serão 18.491,89 m² de edificação nova e 1.060,93 m² de reformas.
Segundo informações da assessoria da construtora, após a conclusão das obras, o hospital deverá ter capacidade para atender mais de mil novas internações/mês, nas suas 36 especialidades médicas, além de gerar cerca de 700 novas vagas de empregos diretos para colocar a nova estrutura em funcionamento.
Uma das benfeitorias que deverá ser incorporada ao hospital é o heliponto, cuja autorização foi expedida em junho do ano passado pelo Ministério da Defesa, por meio do Comando da Aeronáutica. O capitão João Gustavo Araújo Carneiro, do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (Bpmoa), antigo Graer, destacou que esse heliponto pode representar a melhoria na qualidade rapidez na prestação de serviço. "Ele pode agilizar em 10 a 15 minutos o nosso serviço. Em uma situação grave, faz uma diferença enorme para realizar uma cirurgia de emergência", apontou.