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OMS alerta que progresso contra malária parou

25 abr 2018 às 15:37

No Dia Mundial da Malária, lembrado nesta quarta-feira (25), a OMS (Organização Mundial da Saúde) alerta que a resposta global à doença está numa espécie de encruzilhada já que, após um período de sucesso sem precedentes no controle da enfermidade, o progresso parou.

Dados da entidade revelam que, em 2016, foram contabilizados cerca de 216 milhões de casos de malária em 91 países – um aumento de 5 milhões em relação ao ano anterior. As mortes pela doença totalizaram 445 mil no mesmo ano, número similar ao registrado em 2015 (446 mil mortes).


"O ritmo atual é insuficiente para atingir os marcos definidos para 2020 por meio do documento Estratégia Técnica Global da OMS para a Malária 2016 a 2030, sobretudo no que diz respeito a metas como a redução de 40% na incidência de casos e mortes pela doença", informou.


Em comunicado, a entidade lembrou as sete décadas de combate a uma das doenças mais antigas da humanidade e lembrou que o continente africano responde sozinho por 90% do total de casos e 91% das mortes.


"Os países onde há transmissão de malária estão se posicionando cada vez mais em um de dois grupos: aqueles que estão se encaminhando rumo à eliminação da doença e aqueles com alta carga da malária e que reportam aumento significativo de casos."


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A África responde sozinha por 90% do total de casos e 91% das mortes por malária.


Com o tema "Prontos para Combater a Malária", a campanha deste ano pretende reforçar a energia coletiva e o compromisso por parte da comunidade global em unir esforços em prol de um mundo livre da doença.


"Sem uma ação urgente, a maioria dos ganhos na luta contra a malária está sob ameaça. Neste Dia Mundial da Malária, a OMS continua a cobrar maiores investimentos e cobertura ampliada de ferramentas que previnam, diagnostiquem e tratem a malária", concluiu.


A doença


De acordo com o Ministério da Saúde, a malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários transmitidos pelas fêmeas infectadas de mosquitos do gênero Anopheles. A cura é possível se o quadro for tratado em tempo oportuno e de forma adequada, podendo evoluir para forma grave e para óbito.


Os sintomas incluem febre, dor de cabeça ou no corpo, náuseas, calafrios e muito suor. O tratamento depende de fatores como a espécie do protozoário infectante; a idade do paciente; condições associadas, como gravidez e outros problemas de saúde.


No Brasil

A maioria dos casos de malária se concentra na região amazônica, nos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.
Para quem esteve em áreas onde houve circulação de malária nos últimos seis meses, a orientação é contar o fato a um profissional de saúde. "E, antes de ir para uma área que tem malária, procure orientação sobre prevenção", informou o ministério.


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