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Paciente de Curitiba recebe nova técnica de procedimento cardíaco inédito no Sul

Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
21 nov 2016 às 14:55

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Luiz Fernando Kubrusly/Assessoria
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""Não consigo imaginar que foi uma cirurgia cardíaca"", revela a paciente Sandra Nezgoda, 56 anos, dona de casa e moradora de Ponta Grossa. Há oito anos ela teve problema na válvula aórtica e passou por uma operação com abertura do tórax.

Segundo Sandra, se o procedimento de agora, para tratar estenose da válvula mitral, fosse com a mesma técnica do anterior, teria que pensar muito antes de decidir. ""Da outra vez, fiquei 19 dias na UTI, não tem comparação entre a cirurgia aberta e esta. No segundo dia, já fiz as refeições sozinha"", comemora.


A cirurgia pela qual Sandra passou, foi o primeiro implante transcateter de válvula mitral artificial realizado na região Sul. "Já fazíamos essa técnica para prótese de válvula aórtica e agora passamos a oferecer aos pacientes esta nova opção de procedimento"", revela o cirurgião cardiovascular e diretor clínico do hospital VITA, onde o procedimento foi realizado, Luiz Fernando Kubrusly.


O médico explica que o coração tem quatro válvulas que servem para manter o fluxo sanguíneo sempre na mesma direção. "Duas válvulas são operadas com muita frequência, a aórtica e a mitral, ambas com cirurgia aberta. São procedimentos que resultam em cortes grandes, nos quais o tórax é aberto e há a necessidade de parada do coração, mediante o uso de uma máquina de circulação artificial."



Ao utilizar a nova técnica, a prótese de válvula mitral é realizada sem abrir o tórax, com implante de cateter. Uma prótese especial é comprimida dentro de um pequeno tubo denominado cateter, e posicionado no coração.


Em seguida o médico especialista libera a válvula em sua posição correta. Kubrusly explica que a válvula artificial vem toda encolhida, como se fosse um guarda-chuva fechado. Quando é posicionada no local correto, abre-se a válvula e ela se fixa.


"O procedimento é menor que a cirurgia minimamente invasiva (incisão pequena). Nele, é feita uma punção embaixo da mama, no tamanho de dois a três dedos, que entre dois ou três meses torna-se imperceptível. "Não há afastamento de tórax e necessidade de colocação de aparelhos, por isso podemos dizer que trata-se de uma cirurgia menor que aquela minimamente
invasiva"", detalha.


A intervenção dura em média 45 minutos, enquanto que a cirurgia tradicional leva de três a quatro horas para ser realizada. Além da recuperação ser mais rápida, com um dia de UTI e alta no terceiro dia de internação, o período pós operatório também é mais rápido, no entanto varia de acordo com o paciente. ""A pessoa retorna às atividades diárias na medida em que sente que
melhor"", conta Kubrusly.


A paciente conta que antes do procedimento, tinha pneumonia constantemente, falta de ar, pulmão com líquido e não podia subir escadas. "Era bem complicado, principalmente porque moro em uma casa de dois andares. "Agora não tenho falta de ar, durmo bem, já estou dirigindo e retornei às atividades domésticas e do cotidiano"", celebra Sandra.

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O cirurgião cardiovascular relata que 25% dos pacientes que são hospitalizados, com idade superior a 70 anos, têm doença na válvula mitral. ""Um método de tratamento que não seja muito invasivo só irá beneficiar esse grupo, pois têm a saúde mais frágil. É um passo inicial de uma grande revolução no tratamento da válvula mitral, tratar sem abrir o tórax"", conclui Kubrusly.


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