O número de casos de caxumba aumentou de forma significativa no Brasil em 2016, com surtos registrados em várias regiões, inclusive no Paraná. De janeiro a setembro, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) registrou 16 surtos de caxumba em todo o Paraná, dois deles na região de Londrina: um em Tamarana, com 33 pessoas infectadas, e outro em Rolândia, com seis casos. Um surto acontece quando há o aumento repentino do número de casos de uma doença em um local específico, não sendo necessário um grande número de infectados.
Segundo o chefe da vigilância epidemiológica da 17ª Regional de Saúde, Edmilson de Oliveira, a investigação desses surtos mostrou que o perfil da população infectada mudou: antes comum entre crianças, a caxumba agora tem atingido mais adolescentes e adultos jovens. "Dos 39 infectados nesses dois surtos, 31 tinham mais de 12 anos e a maioria foi vacinada contra caxumba na infância", conta. Segundo ele, isso ocorre porque a vacina vai perdendo sua eficácia ao longo do tempo.
Londrina passou pelo período mais propício à circulação do vírus, o inverno, sem nenhum surto. Segundo especialistas, o grande aumento no número de casos se deve a uma geração que não recebeu as duas doses da vacina contra a caxumba e está mais propensa a ter a enfermidade.
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