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Setembro Verde

Paraná realiza 580 transplantes de órgãos em 2019

Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
27 set 2019 às 10:31
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Continuar vivendo por meio de outra pessoa pode parecer romantizado e é uma frase um tanto quanto clichê, mas é fato que a doação de órgãos pode salvar vidas.

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Nesta sexta-feira, 27 de setembro, é Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos e milhares de pessoas esperam ansiosamente, em uma fila unificada e informatizada, pelo procedimento de transplante de um órgão. Até o mês de agosto de 2019, de acordo com os dados da CET/PR (Central Estadual de Transplantes do Paraná), foram realizados 581 procedimentos no estado, o que representa 87,83% de cirurgias realizadas por milhão de população (pmp).

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O Paraná tem cumprido com excelência os transplantes de órgãos, que consiste em uma cirurgia de reposição de um órgão (coração, fígado, pulmões, pâncreas ou rins) e tecido (medula óssea, ossos ou córneas) doente por um órgão ou tecido saudável, podendo ser doado por um alguém falecido ou vivo.


"O Paraná conseguiu, através da Central de Transplantes, montar um programa de potenciais doadores e houve um aumento significativo de uma maneira geral”, explica Alexandre Biginelli, nefrologista da Fundação Pró-Renal.


Ainda segundo os dados da CET/PR, os rins foram os órgãos mais doados até agosto do ano corrente. Ao todo, foram 383, sendo 312 vindos de algum doador falecido e 71 de algum doador vivo. Estes números representam 57,90% pmp. Geralmente, a doação do rim é feita às pessoas que sofrem de hipertensão, diabetes, insuficiência renal crônica, entre outras patologias renais. Quem recebe o transplante de rim não precisa estar em diálise.

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"A duração de um órgão vai depender do estilo de vida do paciente e também se há compatibilidade. Um rim pode durar até 12 anos ou mais, como há casos no mundo no qual há transplantes que já duram mais de 40 anos”, explica Biginelli.


Brasil é referência mundial — Quando o assunto é doação de órgãos, o Brasil tem o maior sistema público de transplantes do mundo. Segundo o Ministério da Saúde, hoje, 96% das cirurgias são realizadas pelo SNT (Sistema Nacional de Transplantes) do SUS (Sistema Único de Saúde), que oferece gratuitamente aos pacientes toda assistência pré e pós-cirúrgica, como exames preparatórios, acompanhamentos e medicamentos.


O Brasil ocupa o 2º lugar mundial em transplante de órgãos, atrás apenas dos Estados Unidos. Em 2018, houve um aumento de 1.653 para 1.765 órgãos doados, o que representa um crescimento de 7%, segundo o Ministério da Saúde. A expectativa, à época, era de que fossem realizados 26,4 transplantes de órgãos e tecidos.


Lista de espera — Mesmo com bons resultados, o número de pacientes adultos ativos em lista de espera por um órgão no Brasil é grande. Segundo dados da ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos), no geral, existem 33.984 pacientes aguardando na fila para o transplante de rim, fígado, córnea ou pâncreas. Destes, 22.616 aguardam por um transplante de rim. No Paraná 1.187 pessoas aguardam um transplante, e, destas, 947 aguardam pela doação de um rim.


Quero ser um doador — Qualquer pessoa pode ser um doador de órgãos e ajudar a salvar vidas. De acordo com a Lei nº 10.211, de 23 de março de 2001, a retirada de órgãos de uma pessoa falecida só pode ser feita com autorização da família. Por isso, se sua vontade é ser um doador, deixe sua família avisada.


A Lei nº 9.434 estabelece que a doação de órgãos só pode ser feita por morte encefálica (morte cerebral), que há perda total e irreversível das funções. Em casos de mortes por parada cardiorrespiratória pode ser realizada a doação de tecidos, como córnea, pele e musculoesquelético.

Também há doações em vida. Nestes casos, a doação é daqueles órgãos duplos, que não vão prejudicar o doador. Podem ser doados rins, pulmões e partes do fígado, do pâncreas e da medula óssea.


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