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Pessoas frustradas são as mais agressivas nas redes sociais, diz psicóloga

28 jan 2016 às 16:00

A psicóloga norte-americana Pamela Rutledge, diretora do Media Psychology Research Center (Centro de Pesquisas sobre Psicologia e Mídia), na Califórnia, em entrevista à BBC, traçou um perfil dos comentaristas da internet.

Referência no estudo das relações entre mente e tecnologia, ela fala sobre as diferenças de comportamento do ambiente físico para o virtual. "As pessoas são as mesmas, online ou offline. Mas a internet tem a ver com respostas rápidas. As pessoas falam sem pensar. É diferente da experiência social offline, em que você se policia por conta da proximidade física do interlocutor", ressalta.


"Nós já estamos acostumados com a ideia de que nosso comportamento obedece a regras sociais, mas ainda não percebemos que o mesmo vale na internet."


Sobre as redes sociais, Rutledge explica que o ambiente encoraja os extremistas a expressarem suas opiniões. "Pessoas que se sentem impotentes ou frustradas se comportam desta maneira para se apresentarem como se tivessem mais poder. E as pessoas costumam se sentir mais poderosas tentando diminuir ou ofender alguém".


A psicóloga afirma ainda que não existe nenhuma doença diretamente relacionada ao uso da internet, mas existe a preocupação com problemas que podem ser mascarados a depressão e a falta de autoestima.


Para evitar que as crianças desenvolvam esse tipo de comportamento, ela aconselha que os pais conversem sobre o tema com os filhos desde cedo. "A sugestão é que chamem as crianças e peçam que elas deem seu ponto de vista. Aí sim eles poderão entender como as crianças estão lidando com a questão e, a partir daí, decidir quais devem ser as preocupações. A responsabilidade pode ser compartilhada. É importante ensinar os filhos a pensarem criticamente".

(com informações do site BBC e Catraca Livre)


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