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Cuidado com o juízo

Tratamento tardio do siso pode gerar cardiopatias e AVC

Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
12 mar 2018 às 16:37

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Os dentes do siso ou "dentes do juízo", como são popularmente chamados, são os terceiros molares na linguagem usada pelos dentistas e, na maioria das vezes, têm indicação para extração. Entretanto, a remoção na idade adulta pode ter implicações na saúde geral, afetando a estrutura bucal e o organismo devido ao possível fato do dente estar comprometido com cárie ou doença gengival, fazendo com que a ferida cirúrgica se torne suscetível a várias infecções pós-operatórias tardias.

"Grande parte dos pacientes acima de 60 ou 70 anos chegam ao consultório sem saber que possuem os terceiros molares e, por isso, é bastante comum ocorrer degeneração intraóssea e formação de pequenos focos de infecção, que podem comprometer a saúde de forma grave" afirma o cirurgião bucal José Flávio Torezan.

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Um estudo desenvolvido em 2005 nos Estados Unidos e na Inglaterra mostrou que a presença de focos infecciosos na boca e ossos maxilares estava diretamente relacionada ao aumento da incidência de infarto do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais (AVCs). Desta maneira, tornou-se comum por parte dos cardiologistas indicarem para seus pacientes a ida com maior frequência a consultórios de cirurgiões dentistas para que excluíssem pequenos focos inflamatórios ou infecciosos.


Normalmente, os problemas bucais são constatados nos dentes do siso inflamados ou com comprometimento pelo acúmulo de placa bacteriana, o que pode acarretar uma infecção generalizada ou implicações maiores relacionadas às doenças do coração ou derrames.

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Assim, os cirurgiões dentistas indicam a extração dos terceiros molares, quando comprovada a necessidade do procedimento. "Esses dentes devem permanecer na boca apenas quando o paciente tiver espaço nas arcadas maxilares e boa higienização. Caso contrário, haverá acúmulo de bactérias que poderá levaràa perda inclusive de outros dentes ao lado dos sisos, comprometendo a mordida do paciente e até a estética facial", conclui Torezan.


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