03/07/20
19º/LONDRINA
PUBLICIDADE
Vamos falar sobre autismo?

2 de abril: Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo

Interação social limitada, comportamentos repetitivos e interesses restritos caracterizam o Transtorno do Espectro Autista (TEA). O autismo, como é popularmente chamado, tem várias maneiras de se manifestar nos portadores da doença, o que causa muitas dúvidas sobre como diagnosticar e tratar as pessoas que o apresentam. Para informar e conscientizar sobre o TEA, o dia 2 de abril foi eleito como o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, uma data para esclarecer sobre a doença e diminuir o preconceito em relação ao tema.

"O TEA se apresenta como um conjunto amplo e complexo de comportamentos que prejudicam a interação social e possivelmente a aprendizagem daquele que o apresenta", explica a psicóloga Paula Cordeiro, do Núcleo Evoluir, em Londrina. Ela explica que não há um teste específico para saber se a criança se encaixa no diagnóstico. "Tudo é feito por observação clínica e avaliações complementares", esclarece.


É possível diagnosticar o autismo a partir de 18 meses, mas normalmente a confirmação ocorre a partir de 3 anos. Dificuldade ou mesmo falta de interação social e padrões inadequados de comportamento, com repetições que parecem não ter finalidade, são os principais sintomas. "O tratamento envolve profissionais de diferentes áreas, com foco na interação social", orienta. Os medicamentos são indicados apenas para minimizar sintomas como agressividade e estereotipia.

Paula destaca que os pais de autistas devem ser amparados durante todo o processo do diagnóstico e, se possível, no decorrer do tratamento. "A informação é de extrema importância para que os pais entendam o que está acontecendo e saibam como lidar com os comportamentos do filho, além de explicar para pessoas próximas como podem ajudá-los também", diz Paula, reforçando que "o preconceito será o maior inimigo".

Entender que os pais não têm culpa do transtorno é um dos passos essenciais no processo. "Eles tendem a achar que fizeram algo errado ou que poderiam ter evitado, mas não há ligação comprovada entre nenhum evento específico e o TEA. Os pais continuam tendo o mesmo papel de orientar, educar, cuidar, proteger, e amar o filho, mas precisarão aprender uma nova forma de se comunicar", destaca.

A psicóloga também esclarece que a inclusão dos autistas nem sempre significa ensinar a criança a se socializar no mundo. "Muitas vezes a verdadeira inclusão está em alterar alguns aspectos do ambiente, consequentemente do mundo daquela pessoa, para que seja possível que ela se comunique. Para praticar a verdadeira inclusão, nós é que temos de aprender a ouvi-los", ensina.
Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Continue lendo
Dados do Ministério da Saúde
No Brasil, Covid-19 mata mais homens pardos com mais de 60 anos e comorbidades
03 JUL 2020 às 09h09
Entenda os dados
Só 9% dos infectados por coronavírus se dizem assintomáticos, diz estudo
03 JUL 2020 às 08h32
Dados atualizados
Brasil tem 1.277 novas mortes pela Covid-19 e país chega a 61.990 óbitos
03 JUL 2020 às 08h11
Boletim da prefeitura
Maringá registra 58 novos casos de Covid-19; 1.617 no total
02 JUL 2020 às 19h41
Boletim diário
Londrina registra mais uma morte por Covid-19 e 24 novos casos
02 JUL 2020 às 18h18
Recorde de mortes
Mais de 2 mil casos de Covid-19 são divulgados nas últimas 24h no PR
02 JUL 2020 às 16h53
Veja mais e a capa do canal
JORNAIS
Folha de Londrina
TELEVISÃO
MultiTV Cidades
OUTRAS EMPRESAS
Grafipress
RSS - Resolução máxima 1024x728 - () - Bonde - Todos os direitos reservados