A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) promoveu recentes adequações em instrumentos de fiscalização que visam coibir a venda indiscriminada de anorexígenos, medicamentos procurados para emagrecimento porque reduzem o desejo de comer.
Uma das modificações atingiu o modelo de receituário dos médicos. Agora, cada receita deve autorizar a compra de apenas uma caixa.
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"Um paciente tinha autorização para comprar três caixas, levava apenas uma e acabava deixando a autorização para a venda de três caixas", explicou o presidente da Anvisa, Dirceu Raposo. "A nossa avaliação é que isso levava a alguns desvios."
Desde o fim de 2007, 17 mil farmácias passaram a encaminhar para a Anvisa, semanalmente e pela internet, informações sobre venda de anorexígenos. "Antes isso era feito de forma manual e num processo trimestral e semestral. As informações demoravam muito para serem processadas", comparou Raposo.
Diante das suspeitas de consumo abusivo e inadequado dos medicamentos no Brasil, a Anvisa não descarta novas providências no sentido de normalizar a situação.
"Precisamos avaliar se a utilização e prescrição é racional. Com essas ferramentas conseguiremos avaliar com mais agilidade e maior precisão e se for necessária outras medidas, sem dúvida nenhuma, tomaremos", garantiu Raposo.
A comercialização dos produtos sem devida autorização, informou o presidente da Anvisa, caracteriza tráfico de drogas e os responsáveis respondem por crime hediondo.