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CALVÍCIE FEMININA

Mulheres também podem sofrer de calvície?

Sua Saúde-Folha de Londrina
16 jun 2009 às 21:07
Os casos de alopecia feminina estão mais frequentes, devido a fatores como a maior tensão emocional e o padrão estético - Reprodução
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A alopecia (calvície) afeta entre 50 e 80% dos homens, pois o hormônio sexual masculino (testosterona) é o maior responsável pela queda dos cabelos. Embora as mulheres também o produzam, nelas, a quantidade é muito menor. Os hormônios masculinos atuam não só diminuindo a produção das hastes capilares, como também na glândula sebácea anexa àquelas, acentuando a oleosidade. Por isso, quase 90% dos calvos têm pele e couro cabeludo oleosos.

Os casos de alopecia feminina estão mais frequentes, devido a fatores como a maior tensão emocional e o padrão estético que praticamente obriga as mulheres a serem muito magras, resultando em deficiência nutricional e anemia. Alisamento, tração e uso de substâncias químicas também enfraquecem os fios, assim como tinturas, fixadores, laquês e condicionadores.

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Há três tipos mais frequentes de calvície. A alopecia androgenética, de origem hereditária, produz a perda lenta e gradual dos fios. Pelo menos 30% das mulheres enfrentarão esse quadro após os 30 anos.

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Outra situação é o eflúvio telógeno, um quadro com queda rápida, mas temporária. Geralmente, a perda do cabelo ocorre três meses após o evento desencadeador, que pode ser trauma emocional, depressão, estresse, infecções, cirurgias, parto, amamentação, interrupção do uso da pílula anticoncepcional, doenças da tireóide e tumores.

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O terceiro tipo é a alopecia areata, cuja queda é localizada, podendo, em quadros mais intensos, manifestar-se em múltiplas regiões do couro cabeludo, sendo habitualmente secundária a trauma emocional.


O primeiro passo após o diagnóstico deve ser uma ampla abordagem da paciente, com a realização de exames clínicos e laboratoriais para descobrir a origem do problema. Anemia, infecções, tumores, carência de ferro, alterações hormonais, lupus eritematoso e dietas rígidas devem ser investigados, assim como o uso de medicações que induzem à queda. Se essas alterações forem detectadas e corrigidas, a queda pode ser amenizada ou mesmo eliminada, nos casos de eflúvio telógeno.

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Geralmente, o tratamento da alopecia androgenética combina o uso de remédios tópicos, como xampus à base de jaborandi e cisteína, minoxidil e alfaestradiol (Avicis), e orais, como suplementos vitamínicos com biotina, piridoxina e aminoácidos.


No caso da alopecia areata, uma boa opção terapêutica são as infiltrações de corticóides. A psicoterapia também é indicada, dependendo da severidade do quadro. É importante salientar que o desenvolvimento de um novo fio é demorado, crescendo cerca de um centímetro ao mês. Por isso, a recuperação dos cabelos ocorre de forma lenta e gradativa, e é preciso ter paciência e persistência.

Leandro Neme, dermatologista


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