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Problemas de sono têm tratamento; saiba quando procurar um médico

24 jul 2017 às 17:13

Mais de 40% da população sofre com problemas de distúrbios do sono, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Engana-se quem acredita que uma noite mal dormida não interfere na saúde, na rotina, no trabalho e na qualidade de vida. E isso vale para pessoas de qualquer idade. A falta de sono acaba prejudicando o bom funcionamento do organismo e o resultado disso é o cansaço persistente, a irritação, a falta de atenção e a queda no rendimento, seja no trabalho, ou nos estudos, além de ganho de peso.

"Estes problemas acabam gerando alterações no comportamento, facilmente tachados de preguiça na escola ou no trabalho e que podem, na realidade, ser resultado de distúrbios do sono", explica Myrna Campagnoli, diretora médica da Laboratório Frischmann Aisengart.


A recomendação é de que os adultos durmam, aproximadamente, 8 horas. As noites mal dormidas, associadas ao estresse podem elevar, também, ao risco de doenças cardiovasculares, depressão e o ganho de peso, isso porque quando dormimos bem nosso cérebro produz um hormônio chamado leptina, substância ligada à diminuição do apetite.


Entre os problemas mais comuns está a insônia, que é a dificuldade em iniciar e/ou manter o sono, ou dormir de maneira não reparadora, e que acarreta em vários malefícios, pois a pessoa se sente cansada, irritada, sonolenta, mal humorada e apresenta alterações de memória. "Entre as causas estão a depressão, a ansiedade e os maus hábitos, como a ingestão, perto do horário de dormir, de bebidas alcóolicas, cafeína, chás-mate e preto, falta de horário para dormir e acordar, alimentação pesada, prática de exercícios físicos à noite, problemas familiares, econômicos e profissionais, além das causas orgânicas, como a alteração na respiração", explica.


Quando a sonolência excessiva é o que atormenta o dia a dia podemos ter um distúrbio do sono, sem mesmo perceber. "Entre as causas estão dormir menos do que o necessário ou ter outros distúrbios do sono como a apneia", afirma a médica.

O ideal, nos casos de sonolência excessiva é procurar um médico para uma avaliação clínica e exames complementares, pois algumas alterações são simples de diagnosticar e tratáveis. "A melhora do sono melhora a qualidade de vida" ressalta Myrna.


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