As necessidades de sono em indivíduos normais variam amplamente e tendem a diminuir com a idade. Os adultos dormem menos que as crianças, e os homens menos que as mulheres. Calcula-se que de 19% a 40% dos idosos sofrem de insônia.
As causas podem ser orgânicas e secundárias, as doenças neurológicas como Alzheimer, Parkinson, Síndrome das Pernas Inquietas, que são movimentos involuntários das pernas devido a alterações cerebrais e nos nervos, as de fundo cardiorrespiratórias como a apnéia, que é a parada momentânea da respiração, e os roncos que levam os idosos a acordarem durante a noite.
Pode-se citar ainda as doenças urológicas como a nocturia (necessidade de urinar durante a noite), comum nos homens, em consequência do aumento do volume da próstata, e nas mulheres por alterações uretrais devido à menopausa. Outras causas de insônia no idoso são as de origem psicológicas, como o medo da morte, do isolamento social, e a ansiedade.
As doenças reumáticas que ocasionam dores articulares, mialgias, também levam à insônia. Lembra-se também que normalmente o idoso tem poucas atividades físicas, com ociosidade, alternando horários de sonos e cochilos durante o dia, o que pode interferir no sono noturno.
Vale citar que a insônia não é uma doença, e sim um sintoma.
Sidney Girotto, médico clínico geral