02/03/21
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Há diferença?

Qual é melhor: dipirona injetável ou em comprimido?

A dipirona é o analgésico e antitérmico mais usado no Brasil, mas é uma medicação que possui muitos efeitos colaterais graves

O princípio ativo da dipirona em todas as suas apresentações (comprimidos, solução oral, supositórios e injetáveis) é o mesmo, ou seja, a dipirona sódica. O que as difere são os meios de diluição ou de composição que cada apresentação tem. Sumariamente, encontramos na apresentação injetável a água, no comprimido, o amido, nas apresentações em solução, substâncias para tornar o sabor mais agradável. Casos ocorridos em nossa região de mortes após o uso da apresentação injetável estão sendo analisados pelos órgãos competentes, pois além do princípio ativo, as substâncias diluentes da dipirona, e até mesmo a contaminação do produto, podem levar à morte.

Por isso é que se deve estar sempre atento na hora de comprar qualquer tipo de medicação. Verificar qual é o laboratório, se há controle rígido de qualidade, se é uma indústria ética, séria e não simplesmente procurar o medicamento pelo preço mais em conta. A dipirona é o analgésico e antitérmico mais usado no Brasil, mas é uma medicação que possui muitos efeitos colaterais graves, como a agranulocitose (diminuição dos glóbulos brancos, podendo levar à morte), doenças alérgicas, teratogênicas (má formações fetais se administrada a gestantes) e tantas outras. Existem dados que informam que uma das reações preocupantes da dipirona é a vasculite, que, clinicamente, se apresenta como síndrome de choque, com início agudo ou demorado, podendo levar à morte. Por essas razões, nenhum dos produtos com base em dipirona é comercializado na maioria dos países desenvolvidos como Austrália, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, Reino Unido e Suécia. Em outros países, como na Alemanha, ela só é utilizada sob receita médica, e em casos muito restritos. Outro fator importante também vem à tona quando se fala em auto-medicação. Nesse caso é de se perguntar: qual a causa da dor de cabeça? A causa pode ser um simples cansaço ou um distúrbio da visão, ou até um tumor.


Assim, a auto-medicação pode estar escondendo uma doença mais complexa e grave, e quando o paciente vai procurar um médico, sua doença de base já está muito avançada.

Dessa forma, temos sempre que tomar todo cuidado, pois, o que se acha ser uma simples medicação pode levar a um grave transtorno à saúde.

Sidney Girotto, clínico geral
Sua Saúde-Folha de Londrina
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