Sardas são pontos escuros da pele em que o melanócito (célula que nos protege do sol) produz um pouco mais de melanina responsável pela filtragem dos raios de sol. As células de pessoas de pele clara e as ruivas, ao se exporem ao sol, têm respostas, na tentativa de se protegerem, e produzem assim mais pigmento que as células vizinhas, causando um aspecto inestético.
Além do sol em excesso, causas como hereditariedade e certos cremes fotossensibilizantes são os maiores causadores das sardas ou pela intensificação das mesmas.
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São de difícil tratamento, por isso para quem tem tendência (os de pele clara e ruivos), o melhor tratamento é a prevenção, ou seja, não se expor ao sol depois das 10 horas nos dias quentes e sempre usar os filtros solares adequados para seu tipo de pele (no mínimo FPS 20 a 30), reaplicados de duas em duas horas, e sempre que entrarem na água.
Alguns cremes à base de ácido kójico, ácido azelaico, ácido fítico, vitamina C e hidroquinoma são utilizados na tentativa de clareamento parcial das sardas mais superficiais. O nitrogênio líquido - chamado de crioterapia - é aplicado em forma de gás comprimido que atinge temperaturas de menos 196 graus Celsius, congelando a pele pigmentada, que depois se formata em bolha, que se solta da pele.
Os peelings usando ácido tricloacético, glicólico e retinóico e a laser são também recursos utilizados. As sardas do rosto e mãos são mais fáceis de tratar do que as do dorso e pernas.
Quem tem pele clara ou ruiva deve respeitar muito o sol, pois seus danos podem ser irreparáveis. Sol na medida exata - até às 10h da manhã faz bem ao organismo e à saúde. Das 10h às 16h o sol deve ser evitado, pois causa sardas, envelhecimento da pele e câncer no futuro.
Walter Campos, dermatologista