Tire suas Dúvidas

Saiba quais os riscos do narguilé e do cigarro eletrônico

29 ago 2014 às 15:14

O Conselho Federal de Medicina (CFM) chama atenção para os riscos relacionados ao consumo do narguilé e do cigarro eletrônico, utilizados especialmente entre os jovens e ressalta que todas as formas de uso do tabaco, mesmo aquelas apontadas - de forma equivocada - como menos nocivas, comprometem a saúde e uma melhor qualidade de vida.

Pesquisas indicam que fumar narguilé e cigarros eletrônicos podem trazer riscos semelhantes ou mesmo maiores que outras formas de uso de tabaco, comprometendo a saúde de seus usuários.


"A concentração de nicotina nesses produtos é extremamente alta. Uma hora de uso do narguilé corresponde a 100 cigarros comuns", apontam o membro da Comissão, Alberto José de Araújo.


Outro ponto de preocupação, é que o narguilé funciona como porta de entrada para o consumo de cigarros. "Há estudos demostrando o preocupante aumento de jovens consumindo-os.


A grande parte dos fumantes de hoje começaram o vício com menos de 18 anos", relata Araújo. O comércio do narguilé no Brasil não é proibido por ser considerado "produto artesanal".


O alerta com relação aos cigarros eletrônicos (e-cigarros) - proibido no Brasil pela Anvisa, desde 2009 – está vinculado aos efeitos de longo prazo, sobretudo comportamentais. De acordo com estudos internacionais, como produto que libera níveis mais baixos de toxinas do que os cigarros convencionais, ele é utilizado por alguns como subterfúgio para abandonar o tabagismo.


Contudo, seu uso contínuo tem demonstrado efeito contrário, ou seja, seus usuários costumam se tornar fumantes intensos.


Além disso, o e-cigarro polui o ambiente e emite um vapor de água com componentes prejudiciais à saúde. "O e-cigarro coloca o fumante com as mesmas condições e problemas do que cigarro comum. Não há indícios científicos que comprovam que este produto auxilia o fumante a largar o vício.


O alerta aos médicos e à sociedade não foi a única iniciativa do CFM em apoio ao Dia Nacional de Combate ao Fumo. Também foi lançada uma cartilha direcionada aos profissionais relacionando as consequências do tabagismo sobre a saúde.


"A proposta é demostrar as consequências do tabagismo que estão cineticamente comprovadas", disse o coordenador da Comissão de Combate ao Tabagismo do CFM, conselheiro Gerson Zafallon Martins, representante do Paraná na entidade.


A cartilha será enviada aos CRMs para distribuição, bem como para entidades de classe, bibliotecas e escolas de medicina.


Entre os pontos abordados, alguns se destacam pela curiosidade. Por exemplo, fumar aumenta seis vezes o risco de periodontite, o que leva à perda dos dentes.

De acordo com a literatura médica, o consumo do tabaco está associado ao aumento do risco de morte súbita, acidente vascular encefálico, úlcera péptica, transtornos hepáticos, bem como à incidência de câncer "atingindo os pulmões e vários órgãos e sistemas do organismo humano", entre outros problemas.


Continue lendo