29/09/20
Ciência responde

Transtornos mentais melhoram a criatividade?

Historicamente temos casos de artistas mundialmente famosos que relacionam distúrbios mentais e mentes criativas. Exemplos disso são os artistas Vicente Van Gogh, Virginia Woolf ou Rob Williamn.

São tantos os exemplos que parece certo existir uma relação entre as duas características. Mas será que a ciência comprova isso?


Na verdade existem pouquíssimos bons estudos sobre o assunto. Uma revisão de 29 pesquisas realizadas antes de 1998 mostrou que 15 delas não encontraram nenhuma ligação entre os distúrbios mentais e a criatividade, enquanto nove encontraram uma ligeira relação e outros cinco foram inconclusivas. E algumas dessas análises eram apenas estudos de caso, e não um experiência aprofundada.

Reprodução/Pixabay
Reprodução/Pixabay


Procurando a conexão
Uma das dificuldades é que ainda não é fácil definir ou medir a criatividade de um indivíduo. Por isso, pesquisadores geralmente usam recursos como a profissão de voluntários para catalogá-los em níveis de criatividade.

Um estudo de 2011 na Suécia descobriu que pessoas com transtorno bipolar tinham 1,35 mais chances de trabalharem em áreas mais "criativas", como as artes, a fotografia, o design e a ciência. Mas a mesma pesquisa indicou que não havia diferenças quando se tratava de casos de ansiedade, depressão ou esquizofrenia.

Como a gama de profissões incluída no estudo era bastante restrita, a realidade é que suas conclusões não nos revelam se profissionais das áreas mais criativas têm mais chances ou não de desenvolver o transtorno bipolar do que aqueles que atuam em campos mais exatos.

Entre as pesquisas mais citadas quando se tenta estabelecer uma relação entre criatividade e distúrbios mentais está uma realizada pela Universidade de Iowa, nos anos 80. O estudo comparou 30 escritores com o mesmo número de profissionais que não escreviam, durante um período de 15 anos. O primeiro grupo apresentou mais propensão ao transtorno bipolar do que o segundo. Mas, apesar de popular, essa análise sempre foi bastante criticada no meio científico.

Mas mesmo que os resultados não sejam precisos, há um importante elemento de causalidade. Será que os supostos benefícios criativos do transtorno bipolar tornaram os escritores mais propensos a escolher essa profissão, ou será que os sintomas os impediram de seguir carreiras mais "convencionais"? É difícil saber a resposta.

Estudar pessoas famosas ou personalidades de destaque em suas áreas de atuação é um recurso muito usado por pesquisadores que tentam encontrar a relação entre transtornos mentais e a criatividade. Há registros de análises feitas no início do século 20 – e que não conseguiram estabelecer essa ligação.

(com informações do site BBC)

Redação Bonde
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