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Saúde
10/01/2009 -- 10:58

Como reverter a vasectomia?

Sexo&Comportamento-Folha de Londrina
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A reversão da vasectomia consiste na reconstrução do ducto (canal deferente) por onde passam os espermatozóides, restabelecendo seu caminho para o líquido seminal e para a ejaculação.

Atualmente, é realizada em cerca de 2% a 6% dos homens que fizeram a vasectomia para fins de esterilização. O motivo mais comum é um novo relacionamento - principalmente com mulheres sem filhos - e o desejo do casal em constituir uma família.

Para a reconstrução, o canal deferente (que foi ligado e cortado por ocasião da vasectomia) é abordado cirurgicamente através de uma incisão na bolsa escrotal, onde se procura reconhecer o local da cirurgia anterior, identificar os cotos do canal deferente e reaproximá-los com pontos de fios de nylon ou prolene, extremamente finos e delicados. Se o ducto deferente não se apresentar com espermatozóides, há necessidade do implante do mesmo no epidídimo, que é um canal que circunda parcialmente o testículo, por onde passam os espermatozóides ao sair do testículo e que drena no canal deferente (epidídimo vaso anastomose).

A técnica empregada era a cirurgia convencional, mas - atualmente - não resta dúvida sobre a necessidade da lupa ou microscópio que permitem aumento entre 20 e 25 vezes - a chamada microcirurgia. A anestesia pode ser local. Mas, na maioria dos casos, é feito um bloqueio peridural ou raque (da cintura para baixo) ou geral para conforto do paciente que passará três horas no centro cirúrgico.

Alguns fatores devem ser ponderados pelos pacientes antes do procedimento: com a microcirurgia o índice de recanalização é de 90% e gravidez de 52%, em média. É importante também saber que o sucesso depende do tempo decorrido entre a vasectomia e a reversão, sendo ideal que se faça antes de decorridos 10 anos e preferencialmente até 15 anos.

Mesmo quando a reversão propicia o aparecimento de espermatozóides no ejaculado pode não haver a esperada gravidez porque o organismo do paciente desenvolve os chamados anticorpos contra os mesmos (no período que fica obstruído) e que os tornam não fecundantes.

Os espermatozóides podem demorar até um ano para aparecer no ejaculado após a reversão e o retorno da fertilidade pode acontecer após um ano. Em virtude deste fato, é fundamental o tempo que o casal dispõe para engravidar, principalmente quando a mulher tem 37 anos ou mais e com menores possibilidades férteis. Assim - às vezes - é preferível a inseminação assistida, sendo os espermatozóides obtidos na punção do epidídimo ou testículo ou a biópsia do testículo com anestesia local. Está indicada quando houver insucesso da reversão, opção do paciente que não quer ser submetido à cirurgia, possibilidade de resultados mais rápidos e desejo de uma única gestação. Por outro lado, trata-se de um procedimento mais dispendioso e existe ainda a possibilidade de gestação múltipla.

Lauro Brandina, urologista
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