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Mulher
15/04/2008 -- 11:35

Mulher laqueada engravida de trigêmeas

Produtora rural, que também já havia sofrido dois abortos, pode entrar para a história da medicina como um caso raro

Fernanda Borges - Folha de Londrina
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O que parecia impossível, aconteceu na vida de Márcia Cristina Broiani Martioli, 37 anos, moradora do Distrito Rural Tupinambá, no município de Astorga (80 km a oeste de Londrina (PR). Casada há 22 anos, a mulher que chegou um dia a ouvir de um médico que possuía um útero ''fraco'', está vivendo um momento único na sua vida e possivelmente um dos mais raros da medicina: está prestes a dar à luz três meninas, provavelmente fecundadas em um mesmo óvulo, depois de ter passado por uma laqueadura e enquanto ainda amamentava a caçula Emanuela, que acabou de completar 1 ano e 1 mês de vida.

Quem escuta Márcia contando a sua história não consegue acreditar que um dia ela chegou a temer que nunca fosse mãe. ''Toda vez que ficava grávida eu sofria muito. Passava muito mal e aconteciam várias complicações. Lembro que uma vez um médico disse que eu tinha o útero fraco e que não seria bom engravidar mais. Antes de ter meu primeiro filho cheguei a sofrer dois abortos. Eu achava que nunca conseguiria ser mãe e isso me deixava muito triste'', lembra. Márcia tem hoje quatro filhos, que somarão sete com a chegada das trigêmeas. Jair, de 19 anos, João Alberto com 17, a filha adotiva Ana Cássia, que está com 10 anos, e a pequena Emanuela.

A possibilidade de adotar Ana Cássia surgiu num momento em que Márcia desejava muito ter uma menina. Acreditando que não poderia mais engravidar, Márcia recebeu a menina com muita alegria. ''Ela me ajuda, é muito querida. Quando a adotamos ela estava com 6 anos e já me chamava de mãe e meu marido de papai'', comenta sorrindo.

A família, que é bastante religiosa, mora ao lado de uma pequena chácara onde ela e o marido trabalham com sericicultura (cultura do bicho-da-seda). A renda da família vem daí, e com a chegada das três meninas a situação pode mudar bastante. ''Graças a Deus eu já ganhei muita coisa, roupinhas de uma sobrinha que teve um bebê há pouco tempo; bercinho de uma médica de Maringá e de outras amigas. O que me preocupa agora é a quantidade de fraldas e leite que terei que comprar''.

A descoberta da gravidez das trigêmeas causou espanto e ao mesmo tempo alegria para todos. Márcia conta que estava sentindo dores no estômago e procurou um médico em Astorga. Foi durante um ultra-som, depois de ter passado por diversos exames, que o médico percebeu algo ''diferente''. ''Na hora que eu vi as imagens até imaginei que pudesse ser um feto, mas descartei na hora e falei pro médico que não era possível. Ele olhou pra mim e disse que eu estava grávida sim e que era de três. Na hora fiquei desesperada e disse que estava passando mal. Ele olhou pra mim de novo e disse: 'eu também!''', lembra hoje, dando risada.

Como Márcia apostava que teria três meninos, chegou a escolher nomes de anjos: Miguel, Gabriel e Rafael. Quando descobriu se tratar de três meninas, alterou para Gabriela, Isabela e Rafaela. ''São nomes de anjinhos porque para mim é isso que elas são na minha vida. A primeira que nascer vai ser a Gabriela. Eu não vejo a hora de ver o rostinho delas'', comenta feliz.
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