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Economia
24/07/2009 -- 08h51

Sa­lão de be­le­za '­delivery'

Gisele Mendonça/Equipe Folha
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Fábio Ciquini/Equipe Folha
Jú­nior Fran­ça e as ir­mãs Re­be­ca e Pau­la, no sa­lão mon­ta­do na sa­la de ca­sa: co­mo­di­da­de e con­fian­ça
Edinho Irizawa/Equipe Folha
Luiz Fan­taus­si: ‘‘Às ve­zes, vi­ra uma fes­ta. Cor­to ca­be­lo de fa­mí­lias ­inteiras’’

Profissionais que executam serviços em domicílio são cada vez mais comuns. E não só nos grandes centros. Em Londrina, já há prestadores em diversas áreas, algumas inusitadas. Um exemplo são os cabeleireiros que levam o salão para a casa do cliente. A comodidade, em alguns casos, atrai famílias inteiras, que reservam um dia na semana para atualizar o visual em conjunto. E o preço nem sempre sai mais caro do que o serviço oferecido em um estabelecimento.

Júnior França, cabeleireiro há seis anos, fez carreira em salão e há pouco mais de um mês atende exclusivamente em domicílio. Mesmo quando ainda atuava em um estabelecimento, alternava o trabalho fixo com idas a casas de clientes, depois do expediente. ‘‘Algumas já pediam, quando não queriam sair de casa, pegar trânsito. Vi que era uma boa ideia’’, diz França, que hoje faz desses atendimentos seu principal negócio.

  Com impulso do ‘‘boca a boca’’, a clientela vem aumentando, principalmente entre as mulheres. ‘‘Uma vai vendo o cabelo da outra e assim vou ganhando mais clientes. É difícil o dia em que não tenho dois ou três horários agendados’’, conta. França transporta o salão dentro de um Corsa, utilizando três malas e uma mochila. Ali tem tudo que ele precisa para cortar e fazer tinturas, escovas, penteados, maquiagem. Para facilitar o trabalho de corte, o cabeleireiro pede que a cliente esteja com o cabelo úmido quando ele chegar.

  Segundo França, o atendimento exclusivo agrada a clientela. ‘‘No salão, às vezes atendia até quatro clientes ao mesmo tempo. Em casa dá para trabalhar com calma. Só saio de lá se o cliente estiver satisfeito com o resultado’’, observa. Há dias em que França reserva a agenda para atender uma família inteira. Quando o serviço é grande, ele leva uma ajudante.

  França diz que é difícil ir até a casa de alguém apenas para cortar o cabelo. Na maioria das vezes, também faz tintura e escova. O cabeleireiro cobra R$ 30 pelo corte, entre R$ 50 e R$ 70 pela tintura (incluindo o produto) e R$ 40 por cada penteado ou maquiagem. Apesar do negócio estar indo bem, ele alimenta o sonho de ter o próprio salão.

Corte interativo

  Quando alguém chama um cabeleireiro em casa, qualquer cômodo pode virar um salão, inclusive o quintal. Muitas vezes, o espelho é dispensável. ‘‘Até hoje não tive nenhuma reclamação (do trabalho). As pessoas confiam, vão dando suas opiniões. O corte é interativo’’, brinca Luiz Carlos Fantaussi, funcionário público que trabalha como cabeleireiro fora do expediente comercial. Há dez anos, ele fez o curso no Senac e desde então atende em domicílio.

  A especialidade de Fantaussi é o corte (adultos e crianças). O preço quase simbólico (R$ 5) tem uma explicação: ‘‘Para mim é um hobby, uma higiene mental. Me divirto, faço amizades, e, claro, acabo aumentando um pouco o orçamento’’, diz ele, que transporta o seu ‘‘salão’’ em uma mochila grande a bordo de uma moto.

  Ele usa um borrifador para umedecer o cabelo e costuma atender várias pessoas de uma mesma família. ‘‘Às vezes, vira uma festa. Tem mãe, pai, filhos, primos, tios. Nós acabamos ganhando liberdade das pessoas, pois entramos na casa delas’’, destaca. Entre os clientes de Fantaussi, há moradores de três sítios na região de Londrina.

Clien­tes gos­tam da co­mo­di­da­de

  As ir­mãs Re­be­ca e Pau­la Mar­che­zo­ni ­Alho da Sil­va cor­tam e ar­ru­mam o ca­be­lo em ca­sa há cer­ca de um ano. Os prin­ci­pais mo­ti­vos apon­ta­dos são a co­mo­di­da­de e a iden­ti­fi­ca­ção com o tra­ba­lho do pro­fis­sio­nal. Na ca­sa de­las, o sa­lão é mon­ta­do no ­meio da sa­la. ‘‘Pre­ci­sa só de uma ca­dei­ra e uma ­tomada’’, diz Re­be­ca, que des­co­briu o ca­be­lei­rei­ro atra­vés de uma ami­ga e vi­rou clien­te.

  ‘‘As­sim co­mo mi­nha ir­mã (Pau­la é es­tu­dan­te uni­ver­si­tá­ria), te­nho uma ro­ti­na bem ­cheia de com­pro­mis­sos, en­tão é mui­to cô­mo­do re­ce­ber o ca­be­lei­rei­ro em ca­sa. É di­ver­ti­do, a gen­te re­la­xa, lê al­gu­ma coi­sa, as­sis­te ­TV’’, com­ple­ta Re­be­ca. Ela con­si­de­ra os pre­ços aces­sí­veis, le­van­do em con­ta os va­lo­res co­bra­dos por sa­lões de al­to pa­drão em Lon­dri­na. ‘‘Fa­ço es­co­va mar­ro­qui­na em ca­sa e pa­go R$ 80, mas sei que tem sa­lão co­bran­do R$ 260’’.

  A far­ma­cêu­ti­ca So­lan­ge Jun­quei­ra cos­tu­ma cha­mar um pro­fis­sio­nal pa­ra cor­tar o ca­be­lo de­la e dos ­dois fi­lhos (de 4 e 11 ­anos). ‘‘­Acho óti­mo, por­que ­sair de ca­sa com ­duas crian­ças não é na­da fá­cil. E ago­ra, te­nho uma me­ni­na (de ­três me­ses), que tam­bém vai ser ­cliente’’, con­ta. Ela re­ve­la que a des­con­tra­ção do tra­ba­lho do pro­fis­sio­nal fez as crian­ças per­de­rem o ‘‘­trauma’’ de sa­lão. ‘‘Ele brin­ca, tem to­da uma psi­co­lo­gia. As crian­ças ­adoram’’.
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