Cinemarden - Marden Machado
28/06/2017 - 00:23
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O diretor catalão Juan Antonio Bayona, ou simplesmente J.A. Bayona, iniciou sua carreira em 1999 dirigindo curtas. A estreia em longas aconteceu em 2007, com o aclamado O Orfanato, produzido por Guillermo del Toro. Cinco anos depois ele chamou a atenção com o drama O Impossível. Seu terceiro longa, de 2016, é este Sete Minutos Depois da Meia-Noite. O roteiro de Patrick Ness, adaptado de seu próprio livro, conta a história de Conor (Lewis MacDougall), um garoto de 13 anos que enfrenta uma série de problemas. Sua mãe (Felicity Jones) tem uma doença terminal. Seu pai (Toby Kebbell) é um ausente total. A avô (Sigourney Weaver) é severa demais. Para piorar tudo, na escola Conor é vítima constante de bullying. Neste contexto trágico, ele sonha com uma árvore gigantesca (voz de Liam Neeson), que aparece no horário que dá título ao filme e conta histórias em troca de ouvir histórias também. Bayona vem se revelando um cineasta de grande talento narrativo. Suas tramas fogem completamente do lugar comum e conseguem transitar por gêneros distintos sem perder o foco em momento algum. Sete Minutos Depois da Meia-Noite, convém alertar, é um filme triste, sem cair na pieguice. É comovente, sem sucumbir ao melodrama. É doloroso, sim, mas de um jeito bem original. O que mais posso dizer? Anotem este nome: J.A. Bayona.

SETE MINUTOS DEPOIS DA MEIA-NOITE (A Monster Calls - EUA/Espanha/Canadá/Inglaterra 2016). Direção: J. A. Bayona. Elenco: Lewis MacDougall, Sigourney Weaver, Felicity Jones, Toby Kebbell e Liam Neeson. Duração: 109 minutos. Distribuição: Diamond Films/Netflix.
27/06/2017 - 00:36
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Ao longo de 17 anos o ator australiano Hugh Jackman interpretou o mutante Wolverine em oito filmes: cinco junto com os X-Men e dois sozinho. Mas, foi somente em sua nona aparição que a personagem fez jus à sua matriz original nos quadrinhos. Logan, dirigido por James Mangold, um dos autores do roteiro, ao lado de Scott Frank e Michael Green, é o filme que os fãs da Arma X tanto esperavam desde sua primeira aparição nos cinemas no ano 2000. A ação se passa em um futuro próximo, onde Logan (Jackman), envelhecido e cansado, trabalha como motorista de limusine. Ele vive escondido e cuida de um doente Professor Xavier (Patrick Stewart). Certo dia é procurado por uma mulher que pede sua ajuda para proteger Laura (Dafne Keen), uma jovem mutante como ele. Isso faz com que eles sejam perseguidos por um grupo fortemente armado que deseja capturar a menina. Logan foi anunciado como a última participação de Jackman no papel de Wolverine. Como a bilheteria foi muito boa, as coisas podem mudar. De qualquer maneira, se for mesmo o último, pelo menos o ator se despede de sua icônica personagem com um filme à altura.

LOGAN (Logan - EUA 2017). Direção: James Mangold. Elenco: Hugh Jackman, Patrick Stewart, Richard E. Grant, Boyd Holbrook, Stephen Merchant e Dafne Keen. Duração: 137 minutos. Distribuição: Fox.
26/06/2017 - 00:44
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A carreira do diretor chileno Pablo Larraín teve início em 2006. Depois de seis filmes rodados em seu país natal, ele fez sua estreia em Hollywood em 2016, com o drama Jackie. A partir de um roteiro de Noah Oppenheim, o filme se concentra na figura de Jacqueline Kennedy (Natalie Portman), recém-viúva do presidente americano John Kennedy, assassinado em Dallas, no Texas, em 22 de novembro de 1963. A história acompanha a Primeira Dama ao longo dos quatro dias seguintes lidando com o trauma de ter perdido o marido de maneira tão precoce e violenta. O fio condutor é uma entrevista concedida ao jornalista vivido por Billy Crudup. Larraín faz uso de uma afinada equipe responsável por objetos de cena, figurinos e cenários. Além de misturar com maestria imagens de arquivo com dramatizações das mesmas. Natalie Portman, que foi indicada a diversos prêmios pelo papel título, compõe uma mulher complexa que precisa ao mesmo tempo "representar" para uma nação enlutada e sofrer em silêncio. Jackie faz um recorte histórico importante e bastante pessoal de um momento trágico da história americana recente. E isso não é pouco.

JACKIE (Jackie - EUA 2016). Direção: Pablo Larraín. Elenco: Natalie Portman, Peter Sarsgaard, Greta Gerwig, Billy Crudup, John Hurt, Richard E. Grant, John Carroll Lynch, Beth Grant e Max Casella. Duração: 100 minutos. Distribuição: Diamond Films/Netflix.
25/06/2017 - 00:43
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O cineasta taiwanês Ang Lee ganhou dois Oscar de melhor direção. Primeiro, por O Segredo de Brokeback Mountain, em 2005. Depois, por As Aventuras de Pi, em 2012. Após uma pausa de quatro anos, ele volta à direção com o drama A Longa Caminhada de Billy Lynn. O roteiro de Jean-Christophe Castelli adapta o romance de Ben Fountain e nos conta a história de Billy Lynn (Joe Alwyn), um jovem de apenas 19 anos que foi lutar no Iraque. A ação se passa nos anos de 2005 e 2008. Lynn e seus colegas de pelotão sobrevivem a um tiroteio. Isso faz com que o presidente Bush os traga de volta aos Estados Unidos para serem homenageados. Lee utilizou câmeras digitais de altíssima resolução e filmou em 120 quadros por segundo. O normal é 24. Isso dá às imagens uma sensação de realismo muito forte. De narrativa lenta e nada regular, A Longa Caminhada de Billy Lynn se sustenta em seu apuro tecnológico. Fracasso de público, custou 40 milhões de dólares e faturou apenas 30 nos cinemas de todo o mundo, teve seu lançamento aqui no Brasil feito diretamente em vídeo. Mas, apesar disso, é um legítimo Ang Lee, um diretor inquieto e que foge dos rótulos que lhe tentam impor.

A LONGA CAMINHADA DE BILLY LYNN (Billy Lynn's Long Halftime Walk - EUA 2016). Direção: Ang Lee. Elenco: Chris Tucker, Garrett Hedlund, Joe Alwyn, Arturo Castro, Mason Lee, Astro, Kristen Stewart, Vin Diesel e Steve Martin. Duração: 112 minutos. Distribuição: Sony.
24/06/2017 - 06:39
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Um mafioso em crise procura um terapeuta em segredo. Se você pensou na série Família Soprano, errou. Esta é a premissa de Máfia no Divã, comédia de ação dirigida por Harold Ramis em 1999, mesmo ano da estreia do seriado da HBO. O roteiro, escrito pelo próprio diretor, junto com os autores da história, Kenneth Lonergan e Peter Tolan, nos apresenta Paul Vitti (Robert De Niro), um chefão da máfia de Nova York. Ele passa por problemas emocionais e procura ajuda com o psiquiatra Ben Sobol (Billy Crystal). Claro que isso gera situações tensas e muitos engraçadas também. Máfia no Divã "brinca" com muitos dos clichês que nos acostumamos a ver em filmes sobre famílias mafiosas. E o fato de ter De Niro à frente do elenco potencializa ainda mais o humor do filme. Foi a estreia na telona como roteirista de Kenneth Lonergan, premiado em 2016 com o Oscar de melhor roteiro original por Manchester à Beira-Mar, que ele também dirigiu. Máfia no Divã foi um sucesso inesperado. Por conta disso, três anos depois foi produzida uma continuação, A Máfia Volta ao Divã, porém, sem o mesmo brilho do original.

MÁFIA NO DIVÃ (Analyze This - EUA 1999). Direção: Harold Ramis. Elenco: Robert De Niro, Billy Crystal, Lisa Kudrow, Joe Viterelli, Chazz Palminteri, Molly Shannon, Max Casella e Anthony Russo. Duração: 104 minutos. Distribuição: Warner.
Marden Machado
 
Escrevo, todos os dias, sobre um filme, complementando minha participação nos programas Light News (na rádio Transamérica Light FM - 95,1), na rádio CBN Curitiba (90,1 FM), no programa Caldo de Cultura (UFPR TV - canais 15 da NET, 71 da TVA ou via web no http://www.tv.ufpr.br/), e no canal http://www.youtube.com/cinemarden.



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