23/09/17
33º/19ºLONDRINA
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22/09/2017 - 00:43
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Está cada vez mais difícil fazer um filme que apresente alguma ideia nova. Em especial, se for um filme de terror. Tanto já foi experimentado nesse gênero, que quando um longa de estreia, vindo da França e dirigido por uma mulher, é simplesmente algo que merece, no mínimo, uns cinco sonoros hurras. Julia Ducournau é o nome dela, também autora do roteiro de Grave, mais conhecido por seu título em inglês, Raw, que significa "cru". O filme começa com a jovem Justine (Garance Marillier) sendo levada pelos pais para estudar Veterinária na mesma faculdade onde sua irmã Alexia (Ella Rumpf) estuda. Justine é tímida e vegetariana e no trote aplicado pelos veteranos do curso ela é forçada a comer um pedaço de carne animal pela primeira vez em sua vida. Isso desencadeia uma série de mudanças na rotina de Justine, Alexia e da própria faculdade. Há em Grave um dos elementos mais assustadores em qualquer história de horror: aquele que mostra o mal surgindo de situações corriqueiras do dia a dia. Este filme causou reações inesperadas na plateia quando foi exibido pela primeira vez num festival de cinema. Há relatos de pessoas que chegaram a desmaiar. Ducournau demonstra neste longa de estreia um domínio completo do espaço. Além de utilizar as cores e os cenários com bastante criatividade. Tudo isso, sem contar que é uma excelente diretora de atores. E de quebra, ainda presta homenagem ao clássico O Poderoso Chefão. Literalmente, trata-se de um filme para quem tem estômago forte.

GRAVE (Raw - França/Bélgica/Itália 2016). Direção: Julia Ducournau. Elenco: Garance Marillier, Ella Rumpf, Rabah Naït Oufella, Joana Preiss, Laurent Lucas e Bouli Lanners. Duração: 99 minutos. Distribuição: Netflix.
21/09/2017 - 00:37
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Frank Tashlin foi o diretor mais presente na carreira de Jerry Lewis. O famoso comediante americano, falecido em agosto deste ano, participou de mais de 70 trabalhos, entre curtas, longas e programas de TV. Descontando os 23 que o próprio Lewis dirigiu, Tashlin esteve por trás das câmeras em nove deles, sendo dois ainda com a dupla Steve Martin/Jerry Lewis e outros sete da carreira solo. Tashlin, que o conhecia muito bem, não precisava fazer nada além de gritar "ação" e "corta". Lewis fazia o resto. Bagunceiro Arrumadinho foi o último filme que ele dirigiu com Lewis e é um clássico da sessão da tarde. O roteiro, escrito pelo próprio diretor, gira em torno de Jerome Littlefield (Lewis), um jovem bem intencionado e prestativo que trabalha como atendente em um hospital. Seu sonho é ser médico. Mas as coisas nem sempre acontecem como a gente quer. Por mais que ele tente ajudar, seu jeito atrapalhado não o deixa ser bem sucedido em seu intento. Há, porém, um problema em Bagunceiro Arrumadinho. Ele se encontra na construção do roteiro, pouco inspirado e bem repetitivo. No entanto, a presença de Jerry Lewis "salva" qualquer história do desastre total. E isso termina por nos reservar sequencias, mesmo que isoladas, extremamente engraçadas.

BAGUNCEIRO ARRUMADINHO (The Disorderly Orderly - EUA 1964). Direção: Frank Tashlin. Elenco: Jerry Lewis, Glenda Farrell, Susan Oliver, Karen Sharpe, Kathleen Freeman, Everett Sloane, Del Moore e Alice Pearce. Duração: 89 minutos. Distribuição: Classicline.
20/09/2017 - 00:33
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Ainda desfrutando o sucesso de Tempero do Amor, lançado em meados de 1963, Doris Day e James Garner voltam às telas no Natal daquele ano em uma nova comédia romântica, Eu, Ela e a Outra, de Michael Gordon. A história é na verdade uma refilmagem de Minha Esposa Favorita, feita em 1940 por Garson Kanin. O roteiro, escrito originalmente por Bella e Sam Spewack, foi adaptado para esta nova versão por Hal Kanter e Jack Sher. Mas a premissa é a mesma. Nicholas (James Garner) se casa com Bianca (Polly Bergen). É o segundo matrimônio dele, cinco anos depois de sua primeira mulher, Ellen (Doris Day), ter sido dada como morta em um acidente aéreo. Pois bem, neste exato dia, Ellen é encontrada pela Marinha em uma ilha deserta. Ela decide então ir atrás do marido que viajou em lua-de-mel com a nova esposa. O diretor, ciente do carisma de sua estrela, deixa que ela brilhe da primeira à última cena. Em Eu, Ela e a Outra, mais uma vez, a química entre Day e Garner funciona muito bem e o melhor fica para nós, espectadores.

EU, ELA E A OUTRA (Move Over, Darling - EUA 1963). Direção: Michael Gordon. Elenco: Doris Day, James Garner, Polly Bergen, Thelma Ritter, Fred Clark, Don Knotts, Elliot Reid, Edgar Buchanan e John Astin. Duração: 103 minutos. Distribuição: Classicline.
19/09/2017 - 00:29
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A atriz Doris Day se notabilizou por sua beleza e versatilidade. Principalmente, nos anos 1950 e 1960, quando participou de faroestes e comédias românticas. Além de ter trabalhado com grandes diretores, como Hitchcock, por exemplo. No entanto, ela é mais lembrada por seus papéis de mulher ingênua e sensual. Uma espécie de Marilyn Monroe, porém, sem a mesma carga sexual. Não por acaso existe uma piada clássica de Groucho Marx na qual ele diz ter conhecido Doris Day quando ela ainda não era virgem. Em 1963 ela estrelou dois filmes com James Garner, que vinha do sucesso da aventura Fugindo do Inferno e da série de TV Maverick. Com roteiro de Carl Reiner, Tempero do Amor, dirigido por Norman Jewison, inicia a parceria com Garner e nos apresenta Beverly Boyer (Day), uma dona-de-casa feliz, casada com Gerald (Garner), um médico, e mãe de dois filhos. A rotina da família Boyer muda por completo quando Beverly vira uma celebridade por conta de um sabão que ela é contratada para anunciar na TV. A excelente química do casal Day-Garner e a direção criativa de Jewison, aliados ao roteiro esperto de Reiner, fazem de Tempero do Amor uma diversão sem contra indicações.

TEMPERO DO AMOR (The Thrill of It All - EUA 1963). Direção: Norman Jewison. Elenco: Doris Day, James Garner, Arlene Francis, Edward Andrews, Reginald Owen, Zasu Pitts, Elliott Reid e Alice Pearce. Duração: 108 minutos. Distribuição: Classicline.
18/09/2017 - 00:26
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O título deste filme do diretor norueguês Tommy Wirkola parece sem sentido algum. Afinal, Onde Está Segunda? que dizer o que? Quem se aventurar a ver esta ficção-científica escrita por Max Botkin e Kerry Williamson não só saberá a razão como também terá acesso a uma visão distópica do futuro na tradição de No Mundo de 2020, dirigido em 1973 por Richard Fleischer. A trama se passa no ano de 2073. A Terra enfrentou 30 anos antes um crescimento assustador da população. Para solucionar o problema foi criada uma agência estatal de controle de natalidade, comandada por Nicolette Cayman (Glenn Close). Os casais só poderiam ter um filho. Caso tivessem mais um, ele seria colocado em uma câmara criogênica e ficaria congelado até que o problema da produção de alimentos fossem resolvido. Neste contexto surge o caso incomum de Terrence Settman (Willem Dafoe), cuja filha morre no parto e deixa sete netas para ele criar. Tempos depois, já adultas e vividas pela atriz Noomi Rapace, elas desenvolveram, com a ajuda do avô, uma rotina que permite às irmãs burlarem o sistema que exige o cumprimento da lei do filho único. Até o dia em que a filha mais velha não volta para casa. Onde Está Segunda? se revela bastante interessante pelo inusitado de sua premissa e por transmitir uma sensação crível de futuro. Algo imprescindível em qualquer obra de ficção-científica.

ONDE ESTÁ SEGUNDA? (What Happened to Monday - Inglaterra/França/Bélgica/EUA 2017). Direção: Tommy Wirkola. Elenco: Noomi Rapace, Glenn Close, Willem Dafoe, Marwan Kenzari, Christian Rubeck, Pal Sverre Hagen, Cassie Clare, Tomiwa Edun e Cameron Jack. Duração: 124 minutos. Distribuição: Netflix.
Marden Machado
 
Escrevo, todos os dias, sobre um filme, complementando minha participação nos programas Light News (na rádio Transamérica Light FM - 95,1), na rádio CBN Curitiba (90,1 FM), no programa Caldo de Cultura (UFPR TV - canais 15 da NET, 71 da TVA ou via web no http://www.tv.ufpr.br/), e no canal http://www.youtube.com/cinemarden.



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