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15/12/2017 - 16:57
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Nosso entrevistado é João Luiz Fiani, ator, diretor, produtor, escritor, radialista e empresário, foi o fundador do Teatro Lala Schneider, atualmente é o Secretário de Estado da Cultura. Como diretor de tearo, já recebeu o Prêmio Gralha Azul. Participou do filme Balada do Vampiro, de Beto Carminatti, 2007, recebendo o prêmio de melhor ator no Festival Latino Americano de Curta-Metragens de Canoa Quebrada. Entre outros trabalhos na televisão, contracenou com Camila Pitanga na novela Babilônia, da Globo. É interessante destacar que Fiani é o único diretor do Brasil que recebeu autorização do escritor Dalton Trevisan para levar suas obras ao teatro. Fiani se caracteriza pelo espírito humanista. Seus seus trabalhos são realizados com seriedade, responsabilidade e criatividade.

João Luiz Fiani - Foto do Facebook
João Luiz Fiani - Foto do Facebook


*O senhor é conhecido por seu trabalho na área de teatro. Iniciou cedo, aos treze anos de idade. Como foi esse início participando de peças no colégio e depois frequentando o Curso Permanente de Teatro no Guaíra. Quais eram as suas expectativas? Elas se realizaram?

Realmente comecei muito cedo! O teatro me fisgou desde o início! Acho que obtive sucesso por não ter muitas expectativas. Vivo a minha profissão dia a dia. Acredito que se trabalharmos sério, com determinação, amando o que fazemos, alcançamos os resultados. Hoje tenho muito mais do que sonhei ter quando comecei minha carreira.

*Como surgiu a ideia de fundar o Teatro Lala Schneider, que foi o primeiro teatro de iniciativa privada de Curitiba?

Sempre quis ter meu espaço. Sempre achei que os espetáculos ficavam pouco tempo em cartaz aqui em Curitiba. Sonhava, desde o começo, com um espaço cultural, que pudéssemos viver de teatro. Isso parecia um sonho na época. Muitos me chamaram de louco! Mas o tempo mostrou que eles estavam errados. Quando fazemos a coisa certa, os resultados podem ser alcançados.


*Como radialista, ator, dramaturgo, produtor, diretor teatral, escritor de peças e empresário, tem experiência ampla no mundo do teatro. Em qual desses trabalhos se sente mais confortável, com maior liberdade de criação?

Acho que em todos. Faço com prazer. Gosto das áreas que atuo. Sempre gostei. É claro que as funções artísticas dão mais prazer. Ser empresário e produtor nesse país cheio de encargos é uma tarefa quase que impossível.


*Que tipo de obra teatral prefere atuar ou dirigir: musical, humor, drama, terror, infantil, ou outra em especial?

Não tenho essa preferência. Faço o que tiver que fazer. É claro que determinados trabalhos dão mais prazer que outros. A preferência está diretamente ligada ao que queremos dizer com um trabalho! Existem projetos, acalentados há anos, que nos fazem mais felizes. Mas amo todos, como filhos!



*Fiani, na sua opinião, que tipo de personagem exige uma maior concentração e mais trabalho por parte do ator?
Todos. Fazer teatro exige acima de tudo RESPEITO com a plateia. Estar em cena é uma grande responsabilidade! Fazer bem feito, qualquer coisa, precisa de concentração e trabalho!

Fotografia de Isabel Furini tirada em 2009
*Como diretor de teatro e produtor o senhor realizou diversas escolhas de peças teatrais. Qual é o elemento principal para essa escolha?

São algumas situações determinantes. Mas a principal é o que QUEREMOS falar! O que desejamos discutir, propor, questionar. Os melhores trabalhos são frutos de uma vontade imensa de levar alguma informação para quem nos assiste. Seja ela qual for!


*Alguns consideram que com o surgimento da internet o teatro perdeu espectadores. Na sua opinião ela afetou negativamente o Teatro? De que maneira?

Afeta! Afeta e muito! Hoje as pessoas estão permanentemente diante dos tablets, dos smartphones... O Teatro fica em segundo plano, infelizmente. É difícil até para o espectador largar o celular durante as apresentações. A sociedade está DOENTE. E as artes ainda vão sofrer muito com essa patologia.


*Qual sua visão da posição do Teatro em nosso Estado? Existe um público fixo, cativo? Esse espaço cultural é valorizado pelo povo? Acredita que os jovens gostam de assistir peças teatrais?

Vou ampliar essa análise em termos nacionais. O Brasil sofre com ausência de público. Os teatros estão vazios. As pessoas se afastaram do teatro. É claro que algumas peças – de alguns atores GLOBAIS, de youtubers e grupos ligados a Internet – levam PUBLICO ao teatro, mas são minoria. Os espaços culturais sofrem muito. Muitos estão fechando portas. Os jovens se afastaram da cultura na sua maioria. O quadro é triste. E a doença da INTERNET é a causadora!

*Fale-nos de alguns de seus projetos na área da Cultura que trouxeram (ou trarão) benefícios para as Artes (Teatro, Música, Dança, Cinema, Literatura, Artes visuais, ou outras).
Fica difícil falarmos de nosso trabalho! Enaltecermos o que fizemos. Mas muitos dos meus espetáculos tocaram as pessoas, fizeram rir, chorar, emocionar, pensar... Quando subimos num palco, estamos vivendo e fazendo arte. Perpetuando a vivência artística, que faz o SER HUMANO ser mais inteiro. Completo!

*Qual seria o seu conselho para os jovens que estão dando os primeiros passos no mundo do teatro?

Sejam felizes. O TEATRO é a arte completa que nos completa e nos torna melhores. Fazer teatro é um constante AUTO-CONHECIMENTO. E quanto mais nos conhecemos, mais felizes podemos ser. Vivam a arte com intensidade, com alegria, com amor... O TEATRO é único e nos torna únicos!
12/12/2017 - 05:13
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O jornalista José Aparecido Fiori lançou em 29 de novembro, no Bar Stuart (Praça Osório) o livro "Lolita de Curitiba". São 180 páginas com diagramação, ilustrações e arte de Attila Wensersky.

O livro tem os elementos que caracterizam os grandes livros de ficção: Tragédia, crime hediondo, um ignominioso delito.
Vítimas do serial killer ao desabrigo, sem guarda, sem guarida, gurias gritam em coro estupradas. Feridas de morte, clamam por vida.

Estrangulada, Estraçalhada, Estupro de vulnerável, a manchete, o repique da reportagem policial não cala.

"Lolita de Curitiba" é um romance forte, com cenas bem elaboradas. Fiori, como jornalista, tem experiência na área da escrita, e consegue despertar e manter o interesse do leitor.

José Fiori e Angel Popovitz
José Fiori e Angel Popovitz


Sobre o livro:
- um ensaio literário misto de ficção, poesia, prosa, realidade e religião com cenários de Curitiba.
- a caçada ao serial killer.
- a captura frustrada do Monstro estuprador.
- ninfomania.
Memórias de uma sequência de crimes não resolvidos, o autor escreve na linha do tempo, externa sua ira na lira.
Como Dom Quixote, acredita em monstros.
Eles existem, insiste, em sua caça ao Monstro, ou Monstra?
Desmascara a farsa policial que investiga, que espetaculariza pelo método da tortura, que retroalimenta com propinas os programas policiais, que procrastina a prisão do bandido. O estupro horripilante do facínora, faz sentido a pena de morte, antes o Monstro – ou a Monstra – não tivesse Nascido.

O livro pode ser adquirido pelo facebook José Aparecido Fiori, pelo WhatsApp 41-997451155, ou na Banca da Boca - na Boca Maldita de Curitiba.
11/12/2017 - 21:06
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Os pés do menino pousam suavemente
no asfalto ainda abrasado pelo calor do dia.

No lusco fusco, ouve piadas maldosas a respeito
de suas sandálias rústicas, suas roupas estranhas.

Vê velhos, jovens e também crianças nas sarjetas,
cheiros diversos, miséria financeira e moral.

Afasta-se até uma construção grande, periféricamente
Iluminada, nas escadas é barrado:
- Fora fedorento se entrar te arrebento.

Um casal sorridente, perfumado desvia Dele com ar de nojo, sem perceber que
Ele cheira a incenso, Seus pés tem um finíssimo halo
de ouro e em toda

Sua figura um rastro de ungüento - saúde eterna

Acariciando a cabeça de um cachorro de rua, único que
O reconhece e prostrado Lhe lambe as mãos

Observa aquele fragmento da humanidade que célere a pé ou
motorizado, passa em todas as direções, suspira _2016 anos não
foram suficientes para eles.

Sem que ninguém perceba, Ele e o cachorro desaparecem.

Feeeliz natal!

Sonia Cardoso - é poetisa e romancista.
08/12/2017 - 22:23
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SONHOS PARA JOHN LENNON

Ei, meu amigo John,
por aqui nada mudou!
Os limites dos sonhos
ainda não são diferentes
daquilo que você imaginou,
apenas muitos computadores
e poucas emoções,
muitos mísseis,
muita tensão,
muito vidro,
muito aço,
pouco tempo,
pouco espaço,
e uma saudade sua
e dos seus versos
numa nova canção.

Ser artista e gente como você
é diferente do que posso imaginar,
diferente de tudo, diferente do diferente,
"aqui, ali, em qualquer lugar".
Nem você, nem Beethoven,
nem Schubert, nem Bach
comporia uma sinfonia
para que pudesse o povo, um dia,
acreditar, sonhar e imaginar.

"O sonho não acabou".
"Nada vai mudar nosso mundo".
"I don’t expect you understand".
Eu não espero que você entenda,
apenas compreenda,
que o sonho acabou... para você, John,
para nós, ainda não,
Passaram-se os anos,
cinco tiros não calam uma geração.

Estouram-se os miolos do cantor,
mas não apagam o seu canto.
E na porta do Dakota
um idiota
calou o mundo
por alguns segundos,
calou um pássaro,
mas não seu canto,
que por encanto,
acordou nos muros
de alguma cidade
do interior
do coração
de algum país.

"Somos todos água,
mas de rios diferentes.
Um dia nos encontraremos
no mar e evaporamos juntos".

"Imagine all the people
living life in peace"...
"Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz"...

Jaime Vieira

Jaime Vieira é poeta, professor e escritor, membro da Academia de Letras de Maringá.

John Lennon
John Lennon

Foto divulgação- já publicada no Bonde em 09/10/2015/
01/12/2017 - 00:41
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Y soñábamos con un mundo nuevo
con un mundo sin terror
y sin miseria
queríamos que la humanidad
le dijese adiós a las armas
y que se construyera un universo de amor
un universo perfilado con tinta china
sobre un papel blanco - una nueva história

dibujábamos un planeta Tierra de ilusiones

soñábamos que la Tierra sería un lugar
donde las sombras se transformarían en perfumadas flores
(queríamos flores en vez de armas)

éramos jóvenes como el fuego
inocentes como el agua del bautismo
inquietos como el viento del desierto
libres como los cóndores
éramos el símbolo de la palabra Esperanza

y hoy esos sueños son recuerdos que se alejan
arenosos recuerdos y cenizas
pero todavía arden
en algún lugar secreto de la historia humana.

Isabel Furini
É poeta e educadora - Contato: [email protected]

Obra de Claudia Agustí
Obra de Claudia Agustí
Isabel Furini
 
Isabel Furini, escritora e educadora. Recebeu prêmios em concursos de poesia e de contos. Publicou 15 livros, entre eles: Mensagens das Flores e Ele e outros contos. Também escreve para o público infanto-juvenil. É autora da coleção "Corujinha e os Filósofos" da Editora Bolsa Nacional do Livro de Curitiba.



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