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Teu corpo não te pertence 02/06/2009
"Teu corpo não te pertence".
Essa frase me trouxe alívio. É que por anos carreguei sentimento de culpa por ter presenciado, aparentemente sem ação, os últimos momentos de consciência da minha mãe, durante o AVC que a levou, em fevereiro de 2003.
Sem ter noção de que seria aquele o capítulo final de nossa história juntas, eu, naquele instante, assistindo-a passar mal na sala de observação, estava preocupada com a movimentação de corredor de médicos e enfermeiras, que haviam nos deixado sozinhas por algum tempo. Não imaginava que dali a pouco ela não voltaria mais - nem a me ouvir nem sorrir pra mim.
(Mais do que mãe, ela era minha melhor amiga, a pessoa pra quem eu telefonava todas as noites pra contar as boas e as más do dia, fofocar e dar risada).
Quando parou de conversar comigo, sentei-me ao lado, aguardando apenas. Mesmo aflita, eu pensava tratar-se de mais um episódio de pressão alta, igual a outros anteriores, sem grandes consequências.
Minutos depois, dona Cecy tentou se comunicar e enrolou a língua. As palavras já não saíam. O cérebro começava a pifar, fechando as portas da consciência. Saí correndo, gritando por um médico.
Depois, tudo virou cena de filme: enfermeiras, maca, médico, UTI. Ela foi levada para longe, a portas fechadas. A próxima vez junto da Cecy seria para as despedidas de um corpo ainda quente, cuja alma já havia voado para longe. (Ou estava bem ao meu lado).
A culpa andou comigo muito tempo. Porquê não dei atenção a ela no momento final. Porquê não lhe dirigi palavras de carinho. Não peguei na mão dela. Não a confortei. E porquê não chamei antes pelo médico, não pedi ajuda mais cedo. Esperei demais? Porquê quedei-me ali naqueles instantes, sem iniciativa, nós duas sozinhas numa sala fria? Se eu tivesse pedido socorro antes, ela teria sido salva?
Tive tanta vergonha daqueles momentos que nunca contei a ninguém. Até que, tempos depois, tomei coragem e abri para meu terapeuta: eu havia deixado minha mãe morrer sem me despedir decentemente, sem lhe dar atenção devida, sem agir?
O homem que investiga minha mente foi firme. Não, respondeu de pronto. No hospital, a partir do momento em que se está em mãos de profissionais da saúde, teu corpo não mais te pertence. Eles é quem têm o poder de decisão. Esta é a profissão deles. Simples assim.
O tempo passa e eis que me torno protagonista de situação parecida. Dessa vez, tudo muito diferente. Mais leve, sem gravidade - e engraçado.
No dentista, em procedimento chatérrimo: pós-cirurgia, intervenções de rotina para checagem. Estou naquela terrível cadeira, onde ficamos todos tão frágeis, com metade da boca anestesiada, sem poder falar, nem me mexer. Só posso prestar atenção nos movimentos da dentista e tentar abstrair.
Ela, pegando instrumentos dos quais não tenho ideia do tamanho nem formato, fazendo coisas dentro da minha gengiva que mal posso imaginar - e nem quero saber - começa a conversar... com as assistentes:
"Fulana, bota replay nesse DVD por favor? Não é ótimo esse show? Já pensou que cada paciente que chega assiste pela primeira vez e nós vemos duzentas vezes por dia? Graças a Deus que é tão bom! Beltrana, soube da dona Coisa, que se mudou semana passada? Então menina! O negócio lá não deu certo! Já pensou? Ô querida, boquinha mais aberta aí por favor? Isso! Ai como eu gosto dessa música! Joaninha, não é desse tamanho que eu preciso. O B63 não é melhor? Ou será que aqui vai o L44 mesmo? Daquiapouco boto você pra cuspir tá querida"?
É. Nessa hora, definitivamente, meu corpo não me pertence. Não passo de uma mera boca aberta, inerte, sem direito a dor, nem vontade própria... ainda bem que minha dentista é competente! |
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Já ouvi esse papo antes. E cai no vazio 02/06/2009
Recebi esse release da assessoria de imprensa do cabeleireiro:
"Interessado em saber sempre mais sobre beleza e saúde dos cabelos, o hair stylist Auro Ottoni, do Torriton Taunay Hair n’ Beauty, aponta os cabelos crespos e ondulados como forte tendência para o inverno de 2009. "A moda agora é valorizar o que a mulher tem, é a aceitação da própria beleza, que sugere looks mais naturais e saudáveis", diz Ottoni".
Auro é um profissional respeitado aqui em Ctba, bastante experiente. O caso aqui não é a opinião dele - aliás muito bacana da parte do Auro querer valorizar cabelos crespos e convencer as mulheres a assumir seus cachos. O foco é: isso não pega aqui em Curitiba. Nem no Brasil-rico, onde o padrão de beleza da mulherada é cabelo liso.
Já ouvi muito esse papo. Que o cabelo crespo voltou. Que tá valorizado. Que agora é hora de retomar os cachos. Etc. Blablabla. Todo ano dizem isso. E??
A mulherada continua fazendo escova, alisamento artificial, escova progressiva, chapinha, usando produtos em casa etc.
Inclusive eu!! Não ando lambida. Mas que faço uma escovinha básica na franja, faço...
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Fiz isso do jeito mais difícil 27/05/2009
Looonge de mim ser ecochata e politicamente correta ao extremo da intolerância. Afinal, diversidade de pessoas e opiniões, e a liberdade para cada um se expressar do seu jeito, dão cor e sentido pra nossas vidas.
Mas esse tema é sério, especialmente para uma ex-fumante como eu:
Domingo, 31 de maio, é dia de combate ao fumo.
Comemoro cada dia sem cigarro - estou na marca de um ano e três meses. Meu marido parou há três meses.
A gente era da turma do Marlboro. Fumaça grossa, filtro amarelo. Talvez por isso, usamos o método hardcore: na raça e no seco, de repente, sem aviso prévio. Não teve cerimônia de despedida do último cigarro. Nada de chicletinhos, acupuntura, patches, nem muita conversa. Se vier a cold turkey, a gente segura na unha. Cortamos assim pela raiz, e temos conseguido. Mas penso que cada um deve encontrar seu método.
Particularmente acho uma violência o constrangimento a que os fumantes vêm sendo submetidos, cada vez mais.
São pessoas doentes que precisam de ajuda - e não precisam, nem devem, ser segregadas, perseguidas, constrangidas etc. Mas sinceramente não sei o que se deve fazer. É assunto de saúde pública e não adianta somente proibir, legislar, ameaçar, restringir. É preciso investir para que os fumantes consigam deixar o vício: não é fácil. É preciso ajuda.
Estou publicando aqui um material enviado pela amiga e também jornalista Valéria Prochmann. É pra ajudar quem pretende largar. O texto era grande, então editei deixando os tópicos mais importantes. Vamos lá? |
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Fiz isso do jeito mais difícil. Faça do seu 27/05/2009
Para ajudar quem precisa parar:
O fumo faz mal à saúde de quem fuma e de quem não fuma. O tabagismo acometendo cerca de 20% das pessoas em todo o mundo.
Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que, a cada ano, cerca de 3,5 milhões de pessoas morrem de doenças relacionadas ao fumo: o equivalente a 10 mil pessoas por dia. Ainda segundo a OMS, o tabagismo é a causa conhecida ou mais provável de cerca de 25 doenças e inclui-se no rol das dependências químicas.
O tabagismo só faz bem à indústria do fumo, que joga pesado para manter seus altos lucros à custa da doença coletiva.
O tabaco contém nada menos que 4.720 substâncias químicas prejudiciais à saúde humana, entre as quais formol, petróleo (acroleína), acetona (acetaldeído), piche de asfalto (alcatrão), naftalina, níquel e amônia, além da nicotina. Um maço de cigarro por dia deposita 6 quilos de fuligem nos pulmões ao longo de 20 anos, multiplicando por cinco as chances de desenvolvimento de câncer de pulmão. Entre outras dezenas de doenças potencializadas pelo cigarro.
A substância que causa a dependência é a nicotina, que age na metabolização de uma substância fundamental para as trocas nervosas entre as células. A nicotina deixa a circulação sangüínea mais lenta, reduzindo sua quantidade nas extremidades e aumentando as chances das artérias das pernas entupirem. O sistema circulatório do fumante é um caminho apertado, pelo qual passa um sangue de má qualidade, pobre em oxigênio, obrigando o coração a fazer mais força para bombear o sangue que vai oxigenar os músculos.
A Medicina do Trabalho está voltando cada vez mais suas atenções para o combate implacável ao tabagismo e à poluição por ele causada nos ambientes profissionais. A Comissão Internacional de Saúde Ocupacional estimula as empresas a adotarem medidas antitabagistas para proteger a saúde de seus trabalhadores.
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Quem são as mulheres bonitas de verdade? 25/05/2009
Recentemente fiz uma matéria que posso incluir entre as minhas favoritas.
Vendi a ideia pra Drica, nossa chefe de sucursal - e ela, como sempre, topa as novidades, ousadias, o olhar diferente.
O que tentei mostrar:
Que a beleza feminina está muito longe do padrão que a mídia impõe. Que celebridades, atrizes e modelos perfeitas não existem como padrão.
Que é uma violência o que muitas mulheres fazem - entrar no bisturi, fazer loucuras para ter um corpo e um visual "igual ao aceitável".
Que muita gente está se deformando em nome de algo que é vazio.
Que beleza é muito mais do que um conceito imposto de fora para dentro.
Mas nada de matéria-cabeça, com discurseira politicamente correta e chata.
Vamos para a ação: busquei quatro exemplos de beleza real completamente diferentes entre si.
Uma delas é gorda. Bem cheinha mesmo. E se curte. É bonita, tem mil interesses, atividades, papo ótimo. Curte se produzir, se vestir, se maquiar, e alcançou um estilo próprio.
Outra é meio nariguda, tem um rosto quadrado, não usa nadica de maquiagem. Zero mesmo. Nem batom! E é linda. Vivaz, cheia de ideias, projetos, escreve, tem programa de rádio, fotografa.
Outra é travesti e quer logo virar mulher. Guarda dinheiro para a cirurgia de mudança de sexo.
(Toda rebolativa e feminina, olhou-me de alto a baixo, viu minhas unhas sem esmalte, meu cabelo nada-produzido, maquiagem boba de quem tá na rua trabalhando e tascou: "vocês mulheres não se cuidam. só querem saber de trabalhar. não se enfeitam, não se perfumam pros seus machos todo dia. porque você acha que eles vêm atrás de mim aos montes?". não respondi, porque a questão é complicada, claro. mas enquanto a entrevistei, vi muitos homens assobiando e babando por ela. que trabalha de noite, usando o corpo para ganhar dinheiro - e ganha. visivelmente, muitos homens gostam dela).
A quarta mulher é uma senhora de quase 80 anos que me chamou atenção em meio a outras oitenta senhoras de faixa etária entre os 50 e os 80 e tantos.
Foi durante um desfile com chá no clube mais tradicional da cidade. Entre tantas senhorinhas usando roupas de grife e cabelos pintados/armados com laquê, esta trazia fios longos, sem tintura, prateados. As roupas não pareciam de grife, e sim escolhidas de acordo com o jeito dela se vestir. A maquiagem não era nada convencional para uma mulher da idade dela. A postura, a elegância e a delicadeza dessa senhora me chamaram atenção.
A matéria com fotos segue nos posts abaixo.
Adorei essas mulheres.
E você, conhece mulheres lindas com seu próprio jeito de ser?
Agradeço aos fotógrafos que foram parceiros nessa matéria especial:
Diego Singh clicou pacientemente Marcia Bley na loja Josephine Sexy
Mauro Frasson me acompanhou na entrevista na pensão TransStar, onde só moram travestis e transsex
Theo Marques abordou com toda calma e educação a dona Terezinha
E Elisandro Dalcin clicou a esposa Mariana em lindas imagens enviadas para nós.
Thanx! |
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Quem são as mulheres bonitas de verdade? 25/05/2009
Alta, magra, loura, com aparência jovem e pele perfeita? Não.
Nenhuma das mulheres aqui retratadas está dentro dos padrões de beleza que Gisele Bündchen representa - perseguidos com vontade férrea por boa parte das população feminina. O modelo perfeição retocada de atrizes e celebridades, que invade páginas de revistas, filmes e programas de tevê está distante da maioria da população feminina brasileira.
É um padrão cruel, que lota consultórios de cirurgiões plásticos e clínicas de estética. No Brasil, campeão mundial em volume intervenções cirúrgicas estéticas, muitas tentam fugir do DNA de nascença. Haja tintura loura, bisturi e maquiagem para tanta transformação.
Mas há quem fuja, conscientemente, do tal padrão. Mulheres que assumem a beleza que nasce, evolui e envelhece com elas. Diferentes, exóticas, estranhas? Para quem vive somente com um olho na telinha e outro nas capas de revista, até pode ser. No mundo real, elas são simplesmente bonitas – cada uma a seu modo, com seus motivos, histórias e desejos. |
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Bonitas de verdade: boneca cheia de atitude 25/05/2009
"Gosto do meu estilo"
Ao telefone, ela logo avisa. "Sou gordinha". E emenda: "Gosto do meu estilo". Márcia Bley gosta de construir seu look. Não sai de casa sem se maquiar – batom e máscara de cílios são imprescindíveis.
O rosto de boneca, com belos traços, é valorizado pela maquiagem estilosa. Cabelos sempre bem tratados, com corte e cor bem escolhidos, compõem o estilo que passeia do moderno alternativo ao pin-up roqueiro.
"Não curto rótulos. Sou do jeito que sou e pronto", simplifica. Márcia diz que seu estilo não segue regras. Já foi mais radical – teve piercing, cortes doidos de cabelo, entre outras ousadias. "Com o tempo, a gente vai mudando, evoluindo".
A arquiteta tem 33 anos, namora e leva a vida cheia de interesses. Antenada, tem vários hobbies: fotografa, é DJ e se prepara para fazer um curso na área de tecnologia.
Para se vestir, o segredo é procurar roupas que tenham a ver com o jeito dela. Já teve a fase de comprar muito em brechó. Agora, busca peças de qualidade em lojas variadas – desde magazines até ateliers de estilistas. Confessa certa dificuldade. "Tamanhos maiores quase não tem opções", explica.
Na loja Josephine Sexy, onde posou para as fotos da FOLHA, a arquiteta adorou as lingeries que usou para a sessão de cliques. Márcia sabe valorizar o corpo. Experimentou várias peças e escolheu as que a deixavam o colo em evidência. Antes das fotos, foi ao salão Lolitas, para um toque profissional na maquiagem – com direito a cílios postiços e boca vermelha bem desenhada. Resultado: uma pin-up do novo milênio, que sabe o que quer. |
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Bonitas de verdade: não é mulher, mas é bem feminina 25/05/2009
"Sou mais feminina que muita mulher".
Cintura fina, quadris redondos, coxas grossas. Músculos firmes e bumbum arrebitado, enquanto ela caminha cheia de si, provocando assobios e delírios da rapaziada.
Enquanto posava para a foto da FOLHA, Claudia Campos foi chamada de "gostosa" por um rapaz que quase bateu o carro colocando a cara para fora da janela. Entre outros que apenas assobiavam ou davam tchauzinho, querendo chamar a atenção da morena.
Claudia não é mulher de verdade. É quase. Talvez um dia seja – é travesti e planeja guardar dinheiro para a cirurgia de transformação.
Por enquanto, ganha a vida com o corpo. Não se envergonha. Pelo contrário: "Sou mais feminina que a mulherada que anda por aí. Os homens ficam loucos. As mulheres não têm mais tempo de se arrumar, maquiar, perfumar e se cuidar como eu. Já viu se andam assim com vestidinho curto e decote?", questiona Claudia, do alto de seus 20 anos.
Uma conta rápida e concluímos que, somente no salão de beleza, onde vai pelo menos três vezes por semana, Claudia gasta cerca de R$ 600,00 por mês. Manter o cabelão com megahair dá trabalho, explica. Unhas bem feitas e depilação em dia são de lei.
Claudia e as amigas não saem de casa sem se arrumar, nem que seja para ir... ao próprio salão de beleza, a duas quadras de casa. Afinal, "causar" impacto e fazer sucesso nas ruas faz parte da vida. "Vou produzida para me produzir mais", resume. Há ainda os gastos com roupas e maquiagem. "Ser travesti custa caro. Mas vale a pena", garante a morena. |
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Bonitas de verdade: moça de nariz grande e olhar vivo 25/05/2009
"Não uso nem batom"
Os olhos são de um verde-azulado, ou azul-esverdeado – conforme o dia e a luz – capazes de hipnotizar o interlocutor. Não somente pela cor e intensidade, mas também pela clareza de ideias que vêm junto.
Um nariz maior do que o "ideal" do padrão de beleza, o formato quadrado do rosto e a pele longe da perfeição das revistas femininas completam o quadro. O visual de Mariana Sanchez traduz vivacidade e inteligência. "É assim que me sinto bonita. De dentro para fora", diz a jornalista de 28 anos.
Mariana é casada com fotógrafo e está acostumada a ser clicada a qualquer momento. "Quando ele percebe uma luz boa, diferente, pega a câmera. Nem interessa se estou desarrumada, lendo na cama, ou andando na rua. É assim mesmo", simplifica a moça, uma mistura interessante de etnias alemã, italiana e espanhola dos antepassados.
Mariana garante que não usa nada – nem batom. Cremes, começou a usar faz pouco tempo. "Porque tenho a pele seca e a dermatologista mandou", ri. Vaidade, ela assume apenas uma – com os cabelos. "Já pintei e cortei de tudo quanto é jeito. Tenho vontade é de ter cabelo branco, acho lindo, mas a minha vó de quase 80 anos não tem nem um fio prateado, acho que não vou ter também", lamenta. |
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Bonitas de verdade: com 79 anos, cheia de vida e estilo 25/05/2009
"Jogo golfe todo dia"
Terezinha Freitas tem 79 anos e não esconde a idade. Pelo contrário. Orgulhosa, conta que tem três filhos, seis netos – e está perto de comemorar 60 anos de casamento com José de Almendra Freitas Neto.
Ela fica admirada quando o fotógrafo da FOLHA a elogia pela beleza. Mas não se furta a posar e exibir os belos fios brancos, a postura impecável e o traje escolhido para o chá da tarde no clube, com desfile de moda. "Há mais de trinta anos jogo golfe quase todos os dias", afirma.
O esporte, praticado com as amigas, tomou conta das tardes de Terezinha depois que os filhos cresceram. Ela, em vez de se abater pela tal "síndrome do ninho vazio", que deprime muitas donas de casa quando os filhos deixam o lar, tratou de aproveitar o tempo livre. O golfe no clube também proporciona encontros com a roda de amigas – um convívio social saudável e produtivo.
Talvez seja esta a fórmula da beleza de Terezinha. Uma família grande, da qual se orgulha, e o esporte. Além disso, um toque de originalidade – diferente de 99% das senhoras da mesma geração e classe social, ela não pinta os cabelos – e a postura correta de quem foi educada para se manter assim. |
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