Beirada nipônica

As meninas do Japão vencem as brasileiras por 4 x 1

06 abr 2012 às 09:20

Por esses dias tivemos a Kirin Challenge Cup, com a participação das seleções dos Estados Unidos, Brasil e Japão. Todos jogam entre si e a equipe que somar o maior número de pontos leva o troféu e um pouco de dinheiro, claro. Para os desavisados, a Kirin é uma das maiores fábricas de cervejas do Japão e patrocinadora da seleção há muitos anos.
O Brasil perdeu seus dois jogos. Levou 3x0 dos Estados Unidos, jogando em Chiba e 4x1 para o Japão jogando em Kobe. Todas as equipes estão classificadas para as Olimpíadas de Londres e esses jogos fazem parte dos preparativos. Mesmo assim, parece que as coisas andam feias pelo lado do Brasil. Sem apoio da CBF e dos clubes, a maiorias das meninas são obrigadas a trabalharem e outras atividades e para manter a forma jogam futsal e algumas brincam em equipes masculinas nos finais de semana. Umas duas ou três jogam profissionalmente em equipes estrangeiras. Marta, a principal jogadora do Brasil não compareceu porque está machucada. Sawa, a japonesa que foi considerada a melhor jogador do último mundial realizado o ano passado na Alemanha também não.
Independente dos resultados, o futebol feminino brasileiro sobrevive como a grande maioria das famílias brasileiras. Sem planejamento, orçamento curtíssimo, sem apoio institucional no que se refere á saúde, educação, saneamento, etc. Mesmo assim, às vezes, faz um belo papel. No Mundial da Alemanha, as jogadoras já desabafavam, dizendo que perder para as grandes potencias econômicas não era vergonha nenhuma porque lá as jogadoras tinham campos de treinamento, uniforme, médicos, campeonatos descentes e apoio dos clubes. Os salários também não atrasavam.
Como a seleção masculina também é uma incógnita, estava propenso a torcer fervorosamente para as meninas, mas depois de vê-las em ação e saber da falta de atenção que recebem das autoridades esportivas brasileiras, não sei mais o que fazer. O que não deixa em paz é apenas uma pergunta: "será que não existem condições para montar equipes competitivas de futebol feminino no Brasil?"
Ai, ai...às vezes me bate uma saudade danada da minha terrinha, mas às vezes fico com dó de quem está aí.

Vejam os melhores momentos


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