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Edison  Yamazaki
Edison  Yamazaki
29/03/2015 - 04:45
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Estamos na época do Hanami, onde os japoneses saem às ruas para apreciarem as flores das cerejeiras, o famoso sakurá.
É uma tradição que vem de longe, parece que começou no período Nara entre 710 e 794, seguiu pelo período Heian (795 a 1185) e continua até os dias atuais.
Todos os anos são praticamente iguais, mas ninguém deixa de contemplar a beleza dessas flores. Muitos saem às ruas vestidas do tradicional quimono, enquanto os turistas saem atrás das melhores fotos.
As árvores estão espalhadas por todo o país, mas são nos parques que as pessoas se reúnem para fazer uma espécie de pic-nic, enchendo a cara e apreciando a paisagem.
Dizem que comer embaixo das flores traz sorte, e os japoneses como são muito supersticiosos não perdem a oportunidade para tomar o seu saquê e comer sushis. Os mais jovens acrescentam frango frito e até algumas saladas no pic-nic de adultos.
Alguns levam também aparelhos de sons para poderem dançar quando já estão meio bêbados, aproveitando para jogar fora a timidez e o stress do cotidiano.
O pessoal do escritório sai um pouco mais cedo do trabalho e vão juntos para debaixo de uma árvore levando suas bebidas e lanches. Nessa hora não existe hierarquia, razão para que os subalternos possam conviver de "igual para igual" com os seus chefes participando da mesma folia e bebedeira.
No dia seguinte tudo volta ao normal e as brincadeiras serão esquecidas, cada qual ocupando o seu lugar hierárquico e respeitando o chefe como se fosse um herói.
Apreciar as frágeis flores das cerejeiras também tem um pouco de como apreciar a própria vida, pelo menos nas idéias dos poetas. Uma metáfora, pois ambas são bonitas, frágeis e duram pouco.
Em aproximadamente dez dias as flores já começam a cair com a força dos ventos. O chão fica todo encoberto com pétalas, e algumas delas são levadas também para o alto formando uma espécie de "chuva de flores", que são muito interessantes de observar.
Enfim, uma pausa para a correria cotidiana, bem como um descanso para a nossa mente tão cheia de coisas sérias.

Sakurás de Kyoto

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Edison Yamazaki
 
Paulistano, preferiu contribuir com o esporte desistindo de ser atleta para estudar Educação Física. Foi da convivência com os seus alunos que ele entendeu que toda emoção que viveu dentro das quadras, dos campos, das pistas e das piscinas é muito mais abrangente do que somente vencer ou perder. Descobriu que as relações humanas e as amizades são tão importantes quanto à saúde e o bem estar. Com isso na cabeça foi para o outro lado mundo e hoje vive em Kyoto.



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