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Edison  Yamazaki
Edison  Yamazaki
05/04/2015 - 10:29
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Enquanto os sakurás florescem e fazem à festa da primavera, um vilão terrível também chega para acabar com o dia das pessoas.
O terrível pólen dos cedros plantados nas encostas montanhosas de todo o Japão causam alergia e praticamente param o país.
Kafunsho é o nome dado à alergia aos polens e um em cada quatro japonês sofre com essa alergia que causam coriza, entopem o nariz e dão coceiras nos olhos. Falando dessa maneira até parece uma coisa simples, mas todos esses sintomas aborrecem porque somos obrigados a conviver com eles durante o dia inteiro, inclusive à noite.
Nesta época os médicos especialistas (otorrinolaringologistas) ficam lotados e as farmácias cheias de remédios apropriados.
Mesmo com tudo isso, nada parece resolver. Além de tudo entupido, ficamos com febre, coceira e mal estar, sem falar no sono por causa das noites mal dormidas e dos efeitos colaterais dos remédios que somos obrigados a tomar para não morrer afixado.
A coisa é brava e dá um prejuízo monstruoso nas indústrias por causa das faltas ocasionadas pela alergia ou pelo baixo rendimento de quem consegue ir trabalhar.
Interessante é que não existe cura, ocorrem todos os anos e não afetam a todos. Uma pequena parcela parece ser imune e não sofrem conseqüências nenhuma.
Eu que nunca fui alérgico a nada, passei a sofrer de kafunsho e sofro muito por causa disso. Fico indisposto e não tenho ânimo para quase nada. Sinto coceiras pelo corpo e tenho a impressão de que estou sempre cheio de areia. Meus olhos ficam vermelhos mesmo passando colírios a cada cinco minutos.
Penso que nessa hora não adianta ter boa saúde, alimentar-se bem, fazer ginástica ou qualquer outra coisa que os especialistas propagam por aí.
Um simples pólen que sequer conseguimos ver, nos deixa encostado como um doente terminal.
Por enquanto estamos perdendo essa guerra para a natureza.

Kafunsho

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Edison Yamazaki
 
Paulistano, preferiu contribuir com o esporte desistindo de ser atleta para estudar Educação Física. Foi da convivência com os seus alunos que ele entendeu que toda emoção que viveu dentro das quadras, dos campos, das pistas e das piscinas é muito mais abrangente do que somente vencer ou perder. Descobriu que as relações humanas e as amizades são tão importantes quanto à saúde e o bem estar. Com isso na cabeça foi para o outro lado mundo e hoje vive em Kyoto.



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