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Edison  Yamazaki
Edison  Yamazaki
06/08/2017 - 11:20
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Os brasileiros chegaram ao Japão há mais de vinte anos, e muitos estão aqui até hoje. A maioria veio trabalhar como operários, e tiveram que aprender a exercer tarefas que nunca imaginaram. Muitos não sabiam sequer como funciona uma linha de montagem de automóveis ou na produção de equipamentos eletrônicos.
Com o passar do tempo alguns tiraram licenças para operar guindastes e empilhadeiras, outros aprenderam a soldar, e uma pequena minoria saiu do chão das fábricas para trabalharem nas centenas de empreiteiras que selecionam candidatos e os apresentam para o serviço braçal.
Mesmo depois de tanto tempo, tudo permanece da mesma maneira, e ainda hoje, alguns procuram trabalho fora das fábricas, mesmo que o salário seja bem menor.
O grande problema é que muitos dessas pessoas não estão e nunca estiveram preparados para exercer funções que requer um mínimo de habilidade para lidar com pessoas.
Passaram tanto tempo como operários que até o vocabulário mudou, usando gírias incompreensíveis até para dar um bom dia. Os modos também foram alterados, e é comum ouví-los falando alto, colocando o dedo no nariz, cortando os cabelos como se fossem estrelas de futebol, sem dizer daqueles que não possuem o menor respeito pelos companheiros em qualquer situação. E são pessoas desse nível que se apresentam quando são colocados anúncios oferendo vagas administrativas.
Pior é que quando contratados, por não conseguem apresentar resultados satisfatórios por falta de habilidade profissional, e tentam mostrar serviço se encostando em alguém mais qualificado. Pura falta de caráter e personalidade. Isso se não fazem fofocas.
Muitos ainda acham que somente por falarem japonês, já estão qualificados para exercerem funções mais complexas, que exigem um pouco de tutano e bom senso.
Até pela baixa formação educacional desses que tentam ascender profissionalmente, não entendem o que significam ética, liderança ou competência. Acham que fazendo o que faziam no chão das fábricas conseguirão alguma coisa num setor onde a discrição e um pouco de sigilo contam pontos valiosos.
E é por isso que é difícil fazer e ver uma amizade verdadeira entre os verde-amarelos, situação bem diferente entre os coreanos, chineses e filipinos.
Dá dó ver a colonia brasileira fragmentada mesmo depois de tantos anos. Mais ainda perceber que entre eles a fofoca anda sempre solta.

Fofoca
COMENTÁRIOS
André Ferreira
Porque você não compartilha a sua opinião nas mídias sociais ou blogs direcionados a comunidade brasileira no Japão 🤔
(3) (1) - 27/10/17 15:14:38
Fábio Costa
"Não encontre defeitos, encontre soluções. Qualquer um sabe queixar-se."
(3) - 27/10/17 10:21:47
Marcos Inoue
Como diria Freud:"Quando Pedro me fala de Paulo,sei mais de Pedro do que de Paulo" Fica a dica! Abraço.
(6) - 27/10/17 08:09:18
Marcos Inoue
Como diria Freud: "Quando Pedro me fala de Paulo,sei mais de Pedro do que de Paulo"
(1) - 27/10/17 08:05:19
Gilson Silvano
Estou fazendo um curso de Japonês mais confesso que estou encontrando muita dificuldade, o fato de ser online, já que não tem presencial na minha cidade, torna o aprendizado um pouco mais complicado. Gostaria de ter uma solução viável para isso!
(1) - 06/10/17 23:42:05
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 Caracteres restantes : 2000
Edison Yamazaki
 
Paulistano, preferiu contribuir com o esporte desistindo de ser atleta para estudar Educação Física. Foi da convivência com os seus alunos que ele entendeu que toda emoção que viveu dentro das quadras, dos campos, das pistas e das piscinas é muito mais abrangente do que somente vencer ou perder. Descobriu que as relações humanas e as amizades são tão importantes quanto à saúde e o bem estar. Com isso na cabeça foi para o outro lado mundo e hoje vive em Kyoto.



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