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Edison  Yamazaki
Edison  Yamazaki
16/02/2015 - 11:27
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Estive ocupado neste final de semana ajudando meu filho na kitnete que irá morar a partir de março.
Tudo isso para que ele possa ir e vir da faculdade sem perder muito tempo, e sem se desgastar demais. Durante todo o ano passado, ele foi e voltou todos os dias, levando quase quatro horas somente de deslocamento. Eram três trens e muita correria.
Para tomar a decisão sobre a necessidade da mudança, verificamos a economia de tempo, o que significa mais horas para poder estudar, dormir ou fazer outra coisa qualquer que não seja ficar sentado dentro de um trem. Pesamos também nos gastos financeiros e o desgaste físico que tudo isso causava. Concluímos que o custo-beneficio valia à pena, e partimos para procurar um local onde ele pudesse morar.
Depois de toda a papelada para alugar, começamos a comprar alguns utensílios domésticos, mas ainda faltam várias coisas entre elas a "famosa" televisão. Essa deixarei por último por causa do custo. É que os preços subiram uma barbaridade. Nem nas lojas de usados conseguimos encontrar uma TV baratinha. A coisa está feia.
Pensando nos custos de uma simples mudança e na montagem de uma kitnete, é que comecei a me interessar como é que vivem os outros alunos da faculdade.
Perguntei ao meu filho sobre isso, e ele falou que quase nenhum aluno possuía TV, e muitos quando querem voltar para a casa dos pais, que moram em estados distantes, durante as férias buscam carona ou contam com a sorte de encontrar alguém que irá para o mesmo lugar.
Aí, li uma notícia onde dizia que aumentou o número de estudantes que abandonam a faculdade por dificuldades financeiras vem numa crescente faz alguns anos.
Mesmo sabendo que o governo facilita empréstimos bancários para pagar os estudos, muitos evitam a ajuda com medo de não conseguir pagar as dividas. Quer dizer, se você pegar o dinheiro emprestado, já começará a vida com uma divida que pode chegar a 50 mil dólares.
É bom saber que uma faculdade particular por aqui custa em torno de 13.000 dólares/ano e a do governo varia entre sete e 10.000 dólares/ano.
Será que é melhor ser pagodeiro ou jogador de futebol?

Kitnete japonesa

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Edison Yamazaki
 
Paulistano, preferiu contribuir com o esporte desistindo de ser atleta para estudar Educação Física. Foi da convivência com os seus alunos que ele entendeu que toda emoção que viveu dentro das quadras, dos campos, das pistas e das piscinas é muito mais abrangente do que somente vencer ou perder. Descobriu que as relações humanas e as amizades são tão importantes quanto à saúde e o bem estar. Com isso na cabeça foi para o outro lado mundo e hoje vive em Kyoto.



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