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FOME DE VIVER

17 mar 2015 às 23:39

Irmão caçula de Ridley Scott, o cineasta inglês Tony Scott começou sua carreira no final dos anos 1960. Inicialmente, ele trabalhou como montador e fotógrafo de curtas-metragens. Alguns até dirigidos por ele próprio. A estreia em longas aconteceu em 1983, com este Fome de Viver. Baseado no romance escrito por Whitley Strieber, a adaptação foi feita pela dupla Ivan Davis e Michael Thomas. Somos apresentados ao casal Blaylock: Miriam (Catherine Deneuve) e John (David Bowie). Ambos ricos, cultos, belos e elegantes. O que no mundo literário e cinematográfico é quase sinônimo de vampiros. O que efetivamente eles são. Fome de Viver é uma espécie de precursor de Amantes Eternos, que Jim Jarmusch dirigiu em 2013. As coisas se complicam quando John começa a demonstrar sinais de degradação física. Para barrar o processo, entra em cena a geriatra Sarah Roberts (Susan Sarandon). A partir daí, cria-se um inusitado triângulo amoroso. Scott definiu um estilo com este trabalho. Não é por acaso que muitas produções realizadas nos anos seguintes se inspiraram nesta obra. Seja por seu glamour, fotografia, montagem ou trilha sonora. Assim como Antonioni fez em Blow Up - Depois Daquele Beijo, inserindo uma apresentação da banda Yardbirds, Scott coloca aqui uma aparição do Bauhaus cantando a hipnótica Bela Lugosi's Dead. Preste atenção na ponta do ator Willem Dafoe, em começo de carreira. Ele aparece em uma cabine telefônica.

FOME DE VIVER (The Hunger - Inglaterra 1983). Direção: Tony Scott. Elenco: Catherine Deneuve, David Bowie, Susan Sarandon, Cliff De Young, Dan Hedaya, Suzanne Bertish, James Aubrey e Willem Dafoe. Duração: 97 minutos. Distribuição: Warner.


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