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MULHER-MARAVILHA

23 set 2017 às 00:00

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Filmes inspirados nos super-heróis dos gibis existem há quase um século. Predominantemente masculinos, tanto nas HQs como em suas adaptações para o cinema e TV, essas histórias sempre relegaram o sexo feminino a um segundo plano. Mesmo a maior de suas heroínas, criada por William Moulton Marston e desenhada por H. G. Peter, e que estreou no número 8 da revista All Star Comics, de dezembro de 1941, nunca alcançou o protagonismo que merecia. Até agora. Claro que estou falando da Mulher-Maravilha, personagem que finalmente ganhou um filme à altura. Dirigido por Patty Jenkins, esta aventura da princesa amazona é o primeiro acerto da DC Comics/Warner desde o fim da trilogia do Batman de Christopher Nolan. A escolha de uma mulher para dirigir o filme foi o primeiro desses acertos. O segundo, óbvio, foi a escolha da israelense Gal Gadot para o papel principal. E o terceiro, a decisão de situar a trama na Primeira Guerra Mundial. O roteiro de Allan Heinberg nos apresenta Diana Prince (Gadot), nos dias de hoje, em Paris. Após receber um presente de Bruce Wayne, ela recorda suas origens e, a partir daí, o filme nos leva por um flashback que tem início na ilha de Themyscira, também conhecida como Paraíso, lar das amazonas. Lá vive a rainha Hipólita (Connie Nielsen), sua filha Diana, a líder guerreira Antíope (Robin Wright) e um grupo de mulheres protegidas por Zeus e em constante treinamento para enfrentar o retorno de Ares, o deus da guerra. Certo dia, a tranquilidade da ilha é quebrada com a queda do avião do major Steve Trevor (Chris Pine). Ele relata o conflito mundial que acontece na Europa e Diana, certa de se tratar de uma obra de Ares, decide ir com ele para lutar contra o avanço alemão. Mulher-Maravilha é um filme de origem, mas, consegue dosar muito bem todos os elementos de uma boa aventura. Porém, o que mais me chamou a atenção foi a direção de Patty Jenkins. Apesar de o roteiro se perder um pouco, principalmente no arco final, quando cai em clichês exagerados, Jenkins apresenta uma mulher com "M" maiúsculo. Forte, bonita, graciosa, elegante e inteligente. Sensual também, sem ser vulgar ou apelativa. A Mulher-Maravilha de Jenkins/Gadot carrega uma inocência quase infantil e é através dela que diversas questões importantes são pontuadas: racismo, o papel da mulher, relacionamentos, mercado de trabalho, convenções sociais e familiares. Parece muito para um "filme-pipoca", mas, acredite, o filme dá conta de tudo isso.

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MULHER-MARAVILHA (Wonder Woman - EUA 2017). Direção: Patty Jenkins. Elenco: Gal Gadot, Chris Pine, Connie Nielsen, Robin Wright, Danny Huston, David Thewlis, Saïd Taghmaoui, Ewen Bremner, Eugene Brave Rock, Lucy Davis, Elena Anaya e Lilly Aspell. Duração: 141 minutos. Distribuição: Warner.

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