Pesquisar

Canais

Serviços

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Preocupante

5,7 milhões de crianças e jovens não foram vacinados contra Covid até início de 2023, diz IBGE

Leonardo Vieceli - Folhapress
24 mai 2024 às 10:50
- Luiz Costa/SMCS
siga o Bonde no Google News!
Publicidade
Publicidade

Até o primeiro trimestre de 2023, 5,7 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos não foram vacinados contra a Covid-19 no Brasil, indicam dados divulgados nesta sexta-feira (24) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Cadastre-se em nossa newsletter

Publicidade
Publicidade


Leia mais:

Imagem de destaque
Aposta custa R$ 2,50

Quina de São João sorteia neste sábado prêmio de R$ 220 milhões

Imagem de destaque
Jogo simples custa R$ 5

Mega-Sena pode pagar R$ 86 milhões no sorteio deste sábado

Imagem de destaque
Vila Isabel

Caminhão-tanque explode, quebra janelas e interdita rua no Rio de Janeiro; veja vídeo

Imagem de destaque
Dois novos casos por dia

Brasil tem crescimento acelerado no número de ações sobre aborto na Justiça

O número corresponde a 14,8% da população estimada nessa faixa etária (38,4 milhões). Conforme o IBGE, os jovens formam a maioria dos brasileiros que não se imunizaram contra o coronavírus. É possível que o quadro reflita a postura de pais que se vacinaram, mas não fizeram o mesmo com os filhos, diz o instituto.

Publicidade


Até o primeiro trimestre de 2023, o Brasil somou um total de 11,2 milhões de pessoas de cinco anos ou mais que não foram imunizadas contra a Covid-19, de acordo com o órgão.


O número equivale a 5,6% da população dessa faixa etária (200,5 milhões). É um percentual bem inferior ao registrado quando a análise considera apenas os mais jovens (14,8%).

Publicidade


Para se ter uma ideia, o contingente total não vacinado (11,2 milhões) é similar à população inteira da cidade de São Paulo no Censo Demográfico 2022 (11,45 milhões).


Além dos 5,7 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos, outros 5,5 milhões de pessoas de 18 anos ou mais formavam o grupo total de brasileiros sem a vacina (11,2 milhões).

Publicidade


Os 5,5 milhões de 18 anos ou mais sem a imunização correspondiam a 3,4% da população na mesma faixa etária (162,1 milhões). Esse percentual também é bem inferior ao verificado entre os mais jovens (14,8%).


Os dados divulgados nesta sexta-feira integram um módulo da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) sobre a Covid-19. As estimativas se baseiam nas respostas dos cerca de 210 mil domicílios que integram a amostra do levantamento.

Publicidade


MEDO DE REAÇÃO IMPACTA RESULTADO DOS MAIS JOVENS


A pesquisa também sinaliza o que pesou na decisão de quem não se imunizou contra o coronavírus. Entre os jovens de 5 a 17 anos que não foram vacinados, o principal motivo apontado foi o medo de reação adversa ou de injeção (39,4%).

Publicidade


Não achar a medida necessária, acreditar na imunidade ou já ter tido Covid (21,7%) e não confiar ou não acreditar na vacina (16,9%) foram as respostas que apareceram na sequência.


Ao longo da pandemia de coronavírus, a imunização foi alvo de uma série de mentiras e ataques sem respaldo científico, inclusive por parte do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele chegou a relacionar a medida de proteção a "virar jacaré" e chamou a Covid-19 de "gripezinha".

Publicidade


A campanha antivacina foi rebatida por autoridades da área da saúde. Especialistas procuraram chamar atenção para a necessidade da proteção como forma de frear a Covid-19 -o que ocorreu com o avanço da imunização.


Na pesquisa do IBGE, quando o recorte abrange as pessoas de 18 anos ou mais que não se vacinaram, o principal motivo apontado para a decisão foi não confiar ou não acreditar na vacina (36%).


No total da população de cinco ou mais anos sem a proteção, a resposta mais assinalada foi o medo de reação adversa ou de injeção (33,7%).


Na apresentação dos dados a jornalistas, o IBGE destacou que a falta de imunização foi mais comum entre as crianças e os adolescentes.


"O que dá para inferir é que provavelmente tenha pais que estão se vacinando e não vacinaram seus filhos", afirmou Rosa Dória, analista do instituto.


Ao ser questionada pela Folha sobre um possível efeito do negacionismo na pandemia, a pesquisadora disse que o fenômeno poderia estar mais relacionado a questões como não achar a vacina necessária ou não confiar na medida. Esses m0tivos, porém, foram menos assinalados entre os mais jovens do que o medo do imunizante.


PERCENTUAL DE NÃO VACINADOS É MAIOR NO NORTE E MENOR NO SUDESTE


Segundo a Pnad, a região Norte teve os maiores percentuais de pessoas não vacinadas contra a Covid-19 até o primeiro trimestre de 2023.


A proporção local de não imunizados foi de 23% entre as crianças e os adolescentes de 5 a 17 anos e de 7,4% entre as pessoas de 18 anos ou mais. Considerando os dois grupos em conjunto, a parcela sem vacina ficou em 11,1% no Norte.


O Centro-Oeste veio na sequência. Na região, o percentual de pessoas sem o imunizante foi de 22,4% entre as crianças e os adolescentes de 5 a 17 anos e de 5% entre as pessoas de 18 anos ou mais. No total dos grupos, a mesma proporção foi de 8,5% no Centro-Oeste.


O Sudeste, por outro lado, registrou os menores percentuais de pessoas sem vacina contra a Covid-19. Na faixa de 5 a 17 anos, a parcela foi de 10,8% e, no grupo de 18 anos ou mais, de 2,2%. No total, a proporção sem o imunizante ficou em 3,7% no Sudeste.


A população de 5 anos ou mais que não se vacinou no Brasil (11,2 milhões) foi composta por 6,3 milhões de homens e 4,9 milhões de mulheres.


O percentual de não vacinados ficou em 6,4% entre os homens, acima do total da população (5,6%). A proporção foi de 4,8% entre as mulheres, abaixo da parcela masculina e do dado geral.


188 MILHÕES DE 5 ANOS OU MAIS TOMAM PELO MENOS UMA DOSE


Ainda de acordo com o IBGE, 188,3 milhões de pessoas de cinco anos ou mais tomaram pelo menos uma dose da vacina contra a Covid-19 até o primeiro trimestre de 2023.


O contingente equivale a 93,9% da população total estimada na mesma faixa etária (200,5 milhões). O percentual foi de 84,5% entre os brasileiros de 5 a 17 anos e de 96,1% entre os de 18 anos ou mais.


O IBGE, contudo, lembrou que o PNI (Programa Nacional de Imunizações) considerava duas doses como necessárias para o esquema primário de vacinação. A meta de cobertura era de 90%.


Considerando a população de cinco anos ou mais, a porcentagem de pessoas com pelo menos o esquema primário completo foi de 88,2%, apontou o instituto.


A porcentagem foi menor entre as crianças e os adolescentes de 5 a 17 anos (71,2%) e maior entre os brasileiros de 18 anos ou mais (92,3%).


Conforme o IBGE, o fato de a imunização ter começado depois para grupos mais jovens pode ter influenciado parte do resultado.


"Essas pessoas começaram a vacinação na etapa posterior. Pode ser que tenham tomado a primeira dose e não deu tempo [até a entrevista] de tomar a segunda", disse Rosa Dória, analista do instituto.


MENOS DA METADE DOS JOVENS TINHA DOSES RECOMENDADAS


Outro recorte do IBGE abrange somente quem tinha o número de doses recomendadas até o momento da pesquisa, o que inclui os reforços da imunização.


O instituto ressaltou que a recomendação para cada pessoa variou ao longo da pandemia, considerando questões como mudança do cenário epidemiológico, surgimento de variantes, disponibilidade de imunizantes, definição de grupos prioritários e população geral por faixa etária.


Entre os brasileiros de cinco anos ou mais, 55% tomaram as doses recomendadas até o primeiro trimestre de 2023 -ou 110,3 milhões de um total de 200,5 milhões.


Essa proporção foi ainda menor entre as crianças e os adolescentes de 5 a 17 anos: 48,7% (ou 18,7 milhões de 38,4 milhões). Em outras palavras, menos da metade do grupo tinha o esquema vacinal recomendado até o momento da entrevista.


Considerando a população de 18 anos ou mais, o percentual com a imunização sugerida foi de 56,5% (91,6 milhões de 162,1 milhões).


"Ou seja, as pessoas estão tomando as duas doses, mas nem todas estão tomando os reforços ou todos os reforços necessários até o momento para elas", declarou Dória.


Imagem
Congresso de cannabis medicinal joga luz a conservadorismo médico, dizem especialistas de CBD
O estado de São Paulo recebeu neste mês um primeiro lote dos remédios à base de canabidiol (CBD) que serão distribuídos pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Publicidade

Últimas notícias

Publicidade