Brasil

92% dos internautas tiveram máquinas invadidas no Brasil

31 dez 1969 às 21:33

Cerca de 92% dos usuários de computadores no Brasil detectaram a presença de algum tipo de programa invasor em suas máquinas no primeiro semestre de 2008. O maior número de ocorrências, 60% dos casos, foram ameaças de captura de informações bancária (login e senha).

No uso doméstico, das 10 principais ameaças detectadas no Brasil, sete foram de softwares maliciosos (malwares), considerados perigosos por serem capazes de capturar dados, e as outras três de softwares indesejados, que, apesar de mais inofensivos, atrapalham os usuários inserindo quadros e procedimentos mesmo contra sua vontade.


Os dados fazem parte de um estudo divulgado pela empresa Microsoft na semana passada e serviram de base para o debate entre especialistas na área realizado nesta terça (2), Dia Internacional de Segurança da Informática, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).


O levantamento mostra ainda que a quantidade total de softwares mal-intencionados e indesejados removidos de computadores em todo o mundo cresceu 43% no primeiro semestre deste ano e que os ataques ocorrem cada vez mais por meio de aplicativos (90%) e menos por meio de sistema operacional (10%).


"Nós simplesmente abrimos e utilizamos até de maneira intuitiva sem nós darmos conta das nossas responsabilidades sobre a utilização", disse o vice-presidente e diretor do departamento de Segurança da Fiesp, Igor Pípolo


Ele destacou que os impactos da utilização descuidada dos computadores têm sido sérios a ponto de as empresas perderem tanto em imagem, como em valores.


De acordo com o advogado especialista em direito eletrônico, Renato Opice Blum, o Brasil ainda não tem uma legislação adequada para coibir e punir os crimes de internet e a legislação existente cobre parcialmente 95% dos casos. "Precisamos melhorar a legislação existente para conseguir adequar a punição dessas condutas que acontecem pela internet para a realidade atual".


Ele apontou como um dos "absurdos" da falta de legislação adequada para os crimes de internet o fato da invasão de um computador por parte de outra pessoa em esfera privada não ser considerado crime.

O chefe da assessoria de Tecnologia da Informação do Departamento de Engenharia e Construção do Exército Brasileiro, João Rufino, ressaltou que a segurança na internet atualmente significa segurança socia. Segundo ele, é preciso tratar o espaço da internet como qualquer outro espaço de convivência.


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