A possibilidade de tornar a transmissão de dados em alta velocidade, conhecida como banda larga, um serviço público, foi discutida nesta sexta (22) em reunião do Conselho Consultivo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) com representantes das operadoras de telefonia. O encontro debateu as mudanças propostas pela agência no Plano Geral de Outorgas (PGR).
A idéia foi criticada por grandes empresas do setor, que alertaram para o alto custo e a desobrigação das companhias privadas em oferecer serviço público.
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O presidente do Conselho Consultivo da Anatel, Vilson Vedana, que representa a Câmara dos Deputados, disse que a banda larga é o serviço do futuro, desejado pela sociedade. "Qualquer garoto de 17 anos quer ter computador em casa ligado à internet. Telefone é bom, vai ser importantíssimo no futuro, mas talvez dentro do tráfego de dados da rede, ele venha a representar 10%, 5% ou 1%", afirmou. Ele também alertou que o sistema de telefonia fixa é um modelo 'falido' (ultrapassado) da a Lei Geral de Telecomunicações.
Esta semana, a indicada pelo governo para compor o Conselho Diretor da Anatel, Emília Ribeiro, defendeu que a banda larga passe a ser um serviço público no país.