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Bombeiro preso no Rio está em greve de fome

Agência Estado
12 fev 2012 às 18:50

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O cabo bombeiro Benevenuto Daciolo, preso desde quarta-feira, está em greve de fome, informou a mulher dele, a dona de casa Cristiane Daciolo. Ela contou que foi avisada pelo defensor público que o representa. Desde que chegou a Bangu 1, Daciolo teria recusado as refeições servidas no presídio de segurança máxima. Cristiane disse não saber como está a saúde do marido, porque teve apenas um encontro com ele, de 15 minutos, na quinta-feira.

Cristiane refutou as acusações de que o movimento de greve está sendo manipulado politicamente. "Ele (Daciolo) não está envolvido com política, não está filiado a partido algum. Partidos políticos apoiam o movimento, mas o movimento não está com nenhum partido", afirmou.

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Sobre as declarações de Daciolo, de que recusaria qualquer aumento oferecido pelo governo e que os bombeiros lutariam pela saída de Sérgio Cabral, ela disse ainda que o marido foi motivado pelo "calor da hora". "Você já tropeçou e falou um palavrão? Foi a mesma coisa. Era uma conversa fechada entre bombeiros. Ele se exaltou".


A afirmação polêmica, que alimenta os rumores de que a greve atenderia a interesses políticos de adversários de Cabral, foi feita numa reunião em setembro de 2011. As imagens foram postadas no blog SOS Bombeiros e reproduzidas ontem pela Rede Globo.


Na ocasião, o movimento pleiteava o piso de R$ 2.000 - agora, a exigência é de R$ 3.500. "Se amanhã o governador falar: não dá R$ 2 mil para eles não, dá R$ 4 mil. O que nós vamos dizer? Fora, Cabral! Fora, Cabral!", disse Daciolo na ocasião.


Para a deputada Janira Rocha, esse tipo de manifestação demonstra a "espontaneidade do movimento". "Se existisse articulação política, não haveria manifestação em Copacabana no momento de refluxo do movimento nem palavra de ordem como "Fora, Cabral". Isso demonstra o nível de tensão com o governo, que naquele momento não os recebia".

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Além de Janira, esteve em Copacabana o deputado estadual Paulo Ramos (PDT), único a votar contra a mensagem do governo que reajustou os bombeiros, por entender que a proposta não atendia às reivindicações da categoria. Com o aumento, o piso passou de 1.277,13 em janeiro para R$1.669,33. Com a gratificação e o vale-transporte, esse valor vai para R$ 2.119,33.


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