Apesar da queda nos índices de mortes violentas no Brasil registrada desde 2003, o país continua em posição de destaque no ranking latino-americano e mundial de homicídios.
Foi o que revelou o estudo Mapa da Violência: os Jovens na América Latina divulgado nesta terça (25) em Brasília. A pesquisa foi elaborada pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla) em parceira com Ministério da Justiça e o Instituto Sangari.
De acordo com o documento, o Brasil tem a quinta maior taxa de homicídios total e juvenil da América Latina e ocupa a sexta posição em nível mundial em ambas as categorias, e assim como os países vizinhos, precisa de políticas mais robustas de inclusão social para alcançar redução significativa da violência.
A pesquisa apresenta como principal fator explicativo dos níveis de homicídio registrados no continente a desigualdade na distribuição de renda e não, necessariamente, a pobreza, medida por meio do PIB per capita.
Outra correlação apontada no levantamento diz respeito ao fato de que as taxas de homicídio são maiores em localidades com mais baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH).
Segundo o estudo, do ponto de vista histórico, o Brasil até poderia celebrar um avanço, já que tradicionalmente ocupava posições mais elevadas em rankings anteriores.
Em 2003, o Brasil ocupava a segunda posição entre os países latino-americanos com maior índice de mortes violentas, sendo superado apenas pela Colômbia. Para os pesquisadores, a situação no país começou a mudar naquele ano com a campanha do desarmamento, definida por eles como "exitosa".
Ampliar a integração entre políticas sociais e políticas de segurança pública são formas apontadas para melhorar este quadro.