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Brasileira mais velha do mundo morre aos 114 anos

Agência Estado
21 jun 2011 às 10:23

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Guinness/Divulgação
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Morreu na madrugada desta terça-feira (21) aos 114 anos, na Casa de Caridade de Carangola, na região Zona da Mata mineira, Maria Gomes Valentim. Popularmente conhecida como vó Quita, ela foi considerada a mulher mais velha do mundo pelo livro dos recordes, o Guinness Book.

Segundo o hospital, Maria deu entrada no hospital na tarde do último domingo, com o quadro de pneumonia comunitária aguda. Na segunda-feira, seu estado de saúde piorou, iniciando uma infecção generalizada. Maria Gomes Valentim completaria 115 anos no dia 9 de julho.

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O reconhecimento da moradora de Carangola como a pessoa mais velha do mundo ocorreu em maio deste ano pelo Guinness, que lhe deu vantagem de 48 dias sobre até então recordista americana, Besse Cooper.


A mineira, que gostava de comer feijoada, atribuiu sua longevidade ao fato de comer pão e frutas todos os dias no café da manhã. Ela também acredita que tomar uma taça de vinho de vez em quando também garante vida longa. Segundo a família, o pai de Maria também viveu mais de 100 anos.


Familiares disseram também que a vó Quita é uma pessoa obstinada e não costuma se intrometer em assuntos alheios. "Dizem que ela vive tanto porque sempre se preocupou com a sua vida e não com a dos demais", disse sua neta, Jane Ribeiro Moraes, de 63 anos, quando a avó foi declarada a pessoa mais velha do mundo.


O editor-chefe do Guinness World Records, Craig Glenday, notou que esse era o primeiro caso de pessoa mais velha do mundo vindo do Brasil a ser confirmado. A publicação já recebeu várias alegações de brasileiros que seriam os mais velhos do mundo, mas a falta de evidências e de documentação impedia que o livro ratificasse a informação dos candidatos.


O Guinness afirma que 95% das alegações de pessoas que dizem ter 115 anos ou mais mostram-se falsas ou impossíveis de se documentar. A publicação ressalta que certidões de nascimento expedidas muito posteriormente ao nascimento não são provas aceitas da data.

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Um gerontologista que presta consultoria ao Guinness, Robert Young, explicou que as pessoas devem ter uma certidão emitida até 20 anos após o nascimento, para esta ser considerada válida. Além disso, é preciso provar que a pessoa viva atualmente é a mesma da certidão original.


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