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"Me sinto culpado"

Bruno nega ser o mandante do assassinato de Eliza

Agência Estado
06 mar 2013 às 15:36

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O goleiro Bruno Fernandes negou nesta quarta-feira, em julgamento no Fórum de Contagem (MG), ter sido o mandante do assassinato de Eliza Samudio, mas disse se sentir culpado, em partes. "Como mandante dos fatos, eu nego, mas, de certa forma, me sinto culpado", afirmou.

Ele também pediu para contar sua versão dos fatos. "Conheci Eliza na festa de um amigo em 2009, nos conhecemos e nos envolvemos e desse envolvimento nasceu uma criança. Nesse tempo nós conversamos bastante, houve várias vezes muitas discussões entre eu e a Eliza, no tempo em que ela estava grávida".

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Segundo Bruno, Eliza cobrava que ele arcasse com as despesas. "Realmente ela cobrava de mim que eu arcasse com as despesas. Algumas vezes eu ajudei, sim, só que ela queria que eu ajudasse mais. Eu não podia porque eu não tinha feito exame de DNA. Naquela noite, ela se envolveu também com outras pessoas", afirmou.


Mais cedo, o advogado Lúcio Adolfo informou aos presentes na sala do júri que o goleiro Bruno só iria responder às perguntas dos seus advogados de defesa, da juíza Marixa Rodrigues e dos jurados.


Pedido


Nesta quarta foi negado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais o pedido de habeas corpus feito pelos advogados do goleiro Bruno, impetrado na quarta-feira da semana passada. Os defensores do goleiro apostavam que os desembargadores do TJ acatariam o pedido de revogação da prisão e que ele, inclusive, poderia participar já do último dia do julgamento, que é na quinta-feira (7), em liberdade domiciliar.

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Com a decisão, ele permanecerá detido na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, cidade onde está sendo julgado desde segunda-feira junto de sua ex-mulher, Dayanne Rodrigues. Bruno é acusado de ser o mandante do sequestro, cárcere privado e assassinato de Eliza, enquanto Dayanne é processada pelo sequestro e cárcere privado do bebê.


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