Acabou em confronto com a polícia a manifestação que os professores do estado de São Paulo, em greve há três semanas, realizaram hoje (26) na região do Estádio do Morumbi. O intuito dos professores era fazer o protesto em frente ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, mas a Polícia Militar cercou o local e impediu a aproximação dos docentes.
A confusão teve início quando um grupo tentou furar o bloqueio policial. A Polícia Militar usou balas de borracha e gás de pimenta para conter os grevistas. Alguns professores atiraram pedras contra os policiais. Segundo a Polícia Militar, nove policiais e dez manifestantes ficaram feridos. Um participantes do protesto foi preso.
Antes dos atritos com a polícia, um grupo de professores conseguiu entrar no palácio e foi recebido por representantes da Casa Civil. De acordo com os docentes, a posição do governo é negociar apenas com o fim da paralisação. Uma assembleia realizada no dia de hoje, entretanto, já havia decidido pela continuidade da greve.
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A manifestação reuniu, segundo cálculos da Polícia Militar, 5 mil professores. O Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp) estimou a presença de 20 mil pessoas.
Os professores de São Paulo estão em greve há três semanas. Entre as reivindicações estão o reajuste salarial de 34%, a incorporação de gratificações ao salário e a realização de concurso público para contratação de professores.
Vai a 16 total de feridos
O confronto entre professores da rede estadual de ensino e a tropa de choque da Polícia Militar deixou 16 pessoas feridas, segundo a PM. A corporação informou que, desse total, nove são civis e sete são policiais. A manifestação terminou por volta das 19h30 desta sexta-feira. O confronto foi nos arredores do Palácio dos Bandeirantes, na zona sul da capital paulista, e começou às 18h. Segundo a PM, 10 mil manifestantes foram controlados por um efetivo de 350 policiais militares do 16º Batalhão da PM.
Hoje, O governo de São Paulo informou a representantes dos professores que não negociará reajuste salarial enquanto durar a greve da categoria, que começou no dia 8. Os secretários-adjuntos da Casa Civil, Humberto Rodrigues, e da Educação, Guilherme Bueno, receberam dez integrantes do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) para uma reunião de 40 minutos no Palácio dos Bandeirantes. Os sindicalistas deixaram a sede do governo sem falar com a imprensa.