O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), disse que não voltará atrás na decisão de cortar pela metade os recursos destinados às escolas de samba no próximo carnaval.
Crivella criticou ainda o aumenta do repasse feito pela prefeitura às escolas no ano passado, quando o então prefeito Eduardo Paes (PMDB) aumentou o subsídio de R$ 1 milhão para R$ 2 milhões, por agremiação.
"Acho que vou criar o bloco 'é conversando que a gente se entende'. Estamos enfrentando uma crise e as crianças e as creches são prioridades. Temos de reavaliar e corrigir os custos do ano passado, quando houve um aumento do subsídio num momento de euforia. Cólicas não são pra desanimar. As cólicas de uma mulher que vai dar à luz são redentoras", disse o prefeito.
À tarde, representantes da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) terão uma reunião com o presidente da Riotur, Marcelo Alves. Na quarta-feira (14), as escolas ligadas à Liesa decidiram não desfilar em 2018, em retaliação à decisão de Crivella.
Na semana passada, personalidades do samba fizeram um protesto contra a medida. Entre as lideranças das escolas de samba, apenas dois carnavalescos da Beija Flor de Nilópolis - Laíla e Cid Carvalho - e outro da São Clemente, Jorge Silveira, compareceram à manifestação e criticaram Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd).