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Em debates, ministros do TSE indicam vitória de Temer

Agência Estado
09 jun 2017 às 09:07

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Após três dias de julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro-relator Herman Benjamin apontou que vai pedir a cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, ao afirmar que houve abuso de poder político e econômico durante a campanha de 2014.

Apesar disso, a maioria dos ministros já sinalizou que vai votar pela absolvição do presidente. A sessão de quinta-feira (8) foi suspensa sem a conclusão do voto do relator. O julgamento deve se encerrar nesta sexta-feira (9), com expectativa de um placar de 4 a 3 para livrar o presidente da condenação.

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O desfecho favorável a Temer - que tenta sobreviver também à crise política provocada recentemente pela delação da JBS - ficou desenhado já na sessão realizada na manhã de quinta-feira (8), quando 4 dos 7 ministros se manifestaram contra o uso dos depoimentos dos delatores da Odebrecht no processo, considerados essenciais para comprovar crimes na campanha de 2014.


A exclusão das provas do processo foi defendida pelo presidente do TSE, Gilmar Mendes, e pelos ministros Napoleão Nunes Maia, Admar Gonzaga e Tarcísio Vieira, cuja posição, até quinta-feira (8), ainda suscitava dúvida entre os advogados de defesa.


Para o relator da ação, mesmo sem considerar a Odebrecht, há elementos que indicam o abuso de poder político e econômico na campanha presidencial de 2014. Benjamin ignorou a posição dos colegas e proferiu um longo voto no qual afirmou que a petição inicial do PSDB, autor da ação, registrava que a campanha de Dilma e Temer havia sido financiada com recurso de propina. "Eu não estou parafraseando, eu estou lendo a petição inicial", declarou.

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O relator disse ainda que os políticos têm conhecimento de que receberam recursos ilícitos. Afirmou também que o modus operandi adotado por PT e PMDB em 2014 foi utilizado por outros partidos brasileiros.


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