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Estudo atesta eficácia de tratamento mais barato para AVC pelo SUS

Luana Lisboa - Folhapress
15 jun 2024 às 11:56
- Arquivo/Agência Brasil
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Os resultados de um estudo feito por pesquisadores brasileiros e apresentado durante a 10º Conferência Europeia de AVC (acidente vascular cerebral) em maio podem beneficiar pacientes que sofreram AVC isquêmico agudo.

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Disponível no SUS (Sistema Único de Saúde) desde dezembro do ano passado, a trombectomia mecânica (TM) conta com 13 hospitais no país habilitados para o procedimento. Ela é recomendada para pacientes até 24 horas após o início dos sintomas.

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De acordo com o Ministério da Saúde, até oito horas depois dos sintomas, uma tomografia é suficiente para dizer se o paciente pode ou não passar pelo procedimento. Após esse período, o procedimento deve ser feito após o paciente passar por exames de imagens avançados, que custam mais caro aos hospitais.


"E isso limita, porque poucos hospitais têm isso", diz a neurologista e pesquisadora Sheila Martins, professora da Faculdade de Medicina da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), presidente da Rede Brasil AVC e da World Stroke Organization.

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A pesquisa atestou a eficácia do tratamento sem a necessidade da tomografia. "É um enorme avanço porque possibilita que mais pacientes sejam tratados", diz Martins.


A TM consiste na desobstrução da artéria cerebral por meio de um cateter que leva um dispositivo para remover o coágulo do vaso sanguíneo do cérebro. O procedimento pode aumentar em três vezes a chance de o paciente ser independente após o AVC, por diminuição das sequelas. O AVC isquêmico é o tipo mais comum deles e corresponde a cerca de 80% dos casos.

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O ensaio clínico, patrocinado pelo Ministério da Saúde, envolveu 245 pacientes de 8 a 24 horas após o início dos sintomas do AVC, em 12 centros de saúde pública no Brasil. A maioria tinha cerca de 60 anos e pouco menos da metade eram mulheres. A coordenação foi do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.


"A idade média dos pacientes incluídos foi de 62 a 63 anos, um pouco mais jovem do que visto em outros testes de trombectomia porque, em países de renda média e baixa, os AVCs ocorrem em uma idade mais jovem e têm uma taxa de letalidade mais alta", acrescenta.

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Os resultados, embora ainda não publicados, já foram apresentados à pasta da Saúde. Procurado, o Ministério informou que a não habilitação dos hospitais não impede que estabelecimentos públicos, privados e filantrópicos realizem o procedimento e que, além dos 13 habilitados, os gestores estaduais e municipais podem solicitar a habilitação de novos hospitais, desde que atendam aos critérios descritos em normativa, por meio do Sistema de Apoio à Implementação de Políticas em Saúde (SAIPS).


Segundo Martins, a pesquisa é a primeira sobre trombectomia no período tardio realizado fora dos países desenvolvidos. Estudos anteriores foram feitos em países ricos, com avaliação por ressonância magnética.

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Na prática, uma parte dos hospitais brasileiros já faziam o procedimento justamente por estarem incluídos nos estudos, segundo a neurologista vascular Maramelia Miranda, presidente da SBAVC (Sociedade Brasileira de AVC). A nova pesquisa, assim, servirá como base para atualização do chamado PCDT (Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas), que guia as diretrizes clínicas no SUS.


"Exames de imagem avançadas ajudam em determinados casos, mas a maioria dos casos com indicação de trombectomia hoje precisam fazer apenas tomografia e angiotomografia", afirma Miranda.

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Agora, os pesquisadores buscam entender porquê os resultados não foram tão eficazes em pacientes acima de 70 anos. Uma das hipóteses é que o paciente do SUS, por ser mais vulnerável –com maiores riscos de histórico de problemas de saúde– não responda tão bem quanto pacientes da mesma idade de países desenvolvidos.


No Brasil, o SUS começou a oferecer a TM com mais de dois anos de atraso. A adoção do procedimento foi comunicada em portaria publicada em fevereiro de 2021, mas só foi efetivada com outra portaria, a GM/MS Nº 1.996, de 24 de novembro de 2023.


Para Miranda, o gargalo maior para o tratamento de pessoas com AVC isquêmico logo após os sintomas é a falta de um fluxo de atendimento organizado e com protocolos bem implementados, os altos custos dos materiais e a necessidade de uma equipe altamente especializada.


Segundo ela, não são todos os hospitais habilitados que fazem o procedimento. "Houve muitos avanços, mas ainda há um problema de acesso muito grande. O nó da coisa é organizar o fluxo, fazer campanha para população ir logo no hospital, para o Samu não levar para a UPA [Unidade de Pronto Atendimento], mas para o hospital de referência, e saber quais são estes para tratamento de AVC", diz.


As mortes por AVC são a segunda principal causa de mortalidade no mundo e devem aumentar 47% até 2050, segundo estudo publicado na revista The Lancet Neurology. No Brasil, são registradas cerca de 400 mil mortes anuais por doenças cardiovasculares, que incluem AVCs.


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