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Ex-banqueiro Cacciola deixa prisão

Agência Estado
25 ago 2011 às 17:09

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A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) do Rio divulgou nota informando que o ex-banqueiro Salvatore Alberto Cacciola, de 67 anos, custodiado no Instituto Penal Plácido Sá Carvalho, deixou nesta quinta-feira, 24, a unidade.


Ele não foi visto, no entanto, por jornalistas que aguardam em frente ao complexo penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio.


A Justiça do Rio concedeu liberdade condicional ao ex-banqueiro Salvatore Alberto Cacciola condenado a 13 anos de prisão pelos crimes de gestão fraudulenta e desvio de dinheiro público na terça-feira, 23. O livramento foi assinado pela juíza Natascha Maculan Adum Dazzi. Em julho, a pena do ex-banqueiro foi reduzida em um quarto, por decisão da juíza Roberta Barrouin Carvalho, da Vara de Execuções Penais. Com a redução, o ex-dono do Banco Marka já teria cumprido um terço de sua pena, o que abriu caminho para pedido de livramento condicional, regime no qual ele cumpriria em liberdade o restante de sua condenação.


Relembre o caso


Dono do Banco Marka, Cacciola foi condenado em 2005 a 13 anos de prisão pela prática de crimes contra o sistema financeiro. De acordo com o processo, ele teria coordenado uma operação de socorro irregular do Banco Central que teria provocado um prejuízo de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos.


Preso preventivamente em 2000, Cacciola se beneficiou de um habeas corpus para ir para a Itália, onde tem cidadania, e de onde não voltou mais, mesmo tendo a prisão decretada novamente. Em 2008, viajou para o Principado de Mônaco para assistir a um campeonato de tênis, onde voltou a ser preso e foi extraditado para o Brasil. Desde então, cumpre pena no presídio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8, no Rio de Janeiro.

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Além da reclusão por 13 anos, pela quebra do Banco Marka, o ex-banqueiro responde por mais dois processos (2.ª e 5.ª Varas), que estão suspensos. Na época, o Principado de Mônaco só autorizou a extradição de Cacciola com base no processo da 6.ª Vara Federal, onde já havia uma condenação por 13 anos.


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